Google nas comunicações móveis: ameaça ou nuvem passageira?

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O Google acaba de lançar o seu serviço de comunicação móvel nos Estados Unidos, fruto de uma parceria com a Sprint e a T-Mobile. Embora apresente vantagens inegáveis, como preços reduzidos e crédito por dados móveis não utilizados, existem algumas preocupações sobre as limitações de cobertura do Project Fi, pelo que o Google não deverá, pelo

O Google acaba de lançar o seu serviço de comunicação móvel nos Estados Unidos, fruto de uma parceria com a Sprint e a T-Mobile. Embora apresente vantagens inegáveis, como preços reduzidos e crédito por dados móveis não utilizados, existem algumas preocupações sobre as limitações de cobertura do Project Fi, pelo que o Google não deverá, pelo menos por enquanto, constituir uma grande ameaça às operadoras tradicionais.

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O serviço de comunicações móveis da Google, que agora ganha o título de operadora móvel virtual (MVNO), pretende oferecer aos utilizadores uma nova forma de comunicação, que tanto pode ser efetuada através de uma rede Wi-Fi, como através das redes da Sprint e da T-Mobile, que, além de serem duas das maiores operadoras de telecomunicações nos Estados Unidos, são parceiras da tecnológica de Mountain View no Project Fi.

Esta alternância de redes é feita para que as comunicações possam ser feitas sempre sobre a rede cujo sinal, numa determinada área, seja mais forte, não comprometendo a qualidade do serviço.

Sabe-se que o Project Fi estará, pelo menos por agora, limitado aos smartphones Nexus 6, e que a mensalidade deve ser de US$ 20, sendo adicionados US$ 10 por cada gigabyte de dados utilizado. Se terminada a assinatura mensal, os dados a que o usuário tinha direito não tiverem sido totalmente esgotados, será atribuído um crédito sobre os dados remanescentes.

Poderá demorar algum tempo até que o Project Fi possa se impor vigorosamente no universo das comunicações móveis e trazer preocupação nos às operadoras tradicionais. Sendo um dos aliados da Google no desenvolvimento deste serviço, a Sprint, segundo Roger Entner, analista da Recon Analytics, estipulou condições severas para que a tecnológica não faça sombra àqueles que são agora os seus concorrentes, como a própria Sprint ou a T-Mobile, também sua parceira.

Os analistas John Butler e Matthew Kanterman, da Bloomberg, veem a longevidade deste serviço com alguma relutância, afirmando que o Google, apesar das investidas, nunca divergiu muito do seu negócio principal: a venda de espaço publicitário online.

Apesar de em março, segundo a Reuters, o vice-presidente da divisão de produto, Sundar Pinchai, ter dito que o Google não desejava desbancar a indústria das comunicações móveis, o fato é que este serviço certamente obrigará as operadoras a baixarem os preços dos seus serviços para conseguirem competir com o Project Fi e não perderem assinantes.


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