Governos e indústrias não estão preparados para enfrentar ameaças virtuais

Segurança

A Trend Micro, referência em segurança na era da nuvem, juntamente com a Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgaram uma pesquisa focada nas tendências de ataques contra infraestruturas críticas. O relatório “Cibersegurança e Proteção a Infraestruturas Críticas nas Américas” inclui a visão de agências governamentais e profissionais de segurança representando indústrias críticas como comunicações, finanças,

A Trend Micro, referência em segurança na era da nuvem, juntamente com a Organização dos Estados Americanos (OEA), divulgaram uma pesquisa focada nas tendências de ataques contra infraestruturas críticas. O relatório “Cibersegurança e Proteção a Infraestruturas Críticas nas Américas” inclui a visão de agências governamentais e profissionais de segurança representando indústrias críticas como comunicações, finanças, manufatura, energia e segurança.

ameaça digital

O número e a complexidade dos ataques virtuais aumentaram consideravelmente nos últimos anos. Mas os resultados mostram uma dura realidade de que a proteção contra esses ataques não acompanhou essa evolução, com 74% das pessoas que responderam à pesquisa dizendo que não se sentem completamente preparadas para enfrentar os ciberataques. Isso não significa, no entanto, que os investimentos para mudar esse cenário aumentaram, mais de 50% dos respondentes afirmam que o orçamento para a segurança digital não aumentou em 2014.

“Essa pesquisa deve servir como um alerta para o fato de infraestruturas críticas terem se tornado um foco especial para os cibercriminosos. Esses grupos têm aumentado os seus ataques ao alavancar campanhas destrutivas contra infraestruturas do Hemisfério Ocidental”, disse em comunicado Tom Kellermann, chief cybersecurity officer da Trend Micro. “É nossa esperança que essas descobertas sirvam como um catalisador para motivar e encorajar as mudanças necessárias. É um sinal muito positivo e construtivo ver líderes do governo e da indústria valorizando a severidade dessa ameaça e expressando vontade de endereçar o desafio por meio de um investimento maior e de uma parceria entre os setores públicos e privados”.

No relatório, também é possível verificar que foram concentrados esforços para impactar negativamente infraestruturas críticas, com 44% dos respondentes alegando terem enfrentado ataques destrutivos, e 40% tendo sofrido tentativas de desligamento do sistema. Completo, com estudos de casos específicos de cada país, análises de ciberataques e metodologias, o relatório detalha as medidas e políticas atuais de segurança cibernética, bem como a preparação dos países para esse tipo de ataque.

“Os governos nas Américas e em todo o mundo devem reconhecer as vulnerabilidades graves inerentes à infraestrutura crítica e do potencial de consequências graves caso as mesmas não sejam devidamente protegidas”, diz Neil Klopfenstein, secretário Executivo do Comitê contra o Terrorismo da OEA. “Redes elétricas, estações de tratamento de água, exploração de petróleo e fontes de combustíveis fósseis são sistemas vitais para praticamente toda a sociedade. Este relatório reforça a necessidade de aumentar proteção das infraestruturas críticas em nossos estados membros, enquanto colaboramos e compartilhamos informações para abordar estas questões em conjunto e fomentar um espaço cibernético seguro para o governo, as empresas e os cidadãos da região”.

O relatório completo pode ser acessado gratuitamente online.


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