Nova família de processadores da Intel promete mais produtividade [entrevista]

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Menos consumo de energia, mais poder de processamento e menos peso. Essa é a promessa clássica a cada nova geração de processadores, e usualmente cumprida, mas a abordagem da Intel para esse novo ciclo de seus processadores para computadores portáteis é especialmente atraente. Claro, falamos de um refinamento constante da qualidade dos processadores, mas como

Menos consumo de energia, mais poder de processamento e menos peso. Essa é a promessa clássica a cada nova geração de processadores, e usualmente cumprida, mas a abordagem da Intel para esse novo ciclo de seus processadores para computadores portáteis é especialmente atraente.

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Claro, falamos de um refinamento constante da qualidade dos processadores, mas como enfatizou David Gonzalez, diretor geral da Intel do Brasil, as empresas têm muito a ganhar com a renovação de seu parque instalado. A começar pelo consumo energético, que em relação à primeira geração dos chips Core baixou em 60%. Outra grande vantagem é a tecnologia vPro, que permite o total gerenciamento remoto, mesmo fora do sistema operacional, facilitando o trabalho da equipe de suporte e cortando drasticamente o tempo de deslocamento que máquinas antigas demandavam toda vez que era necessário abrir um chamado.

González conversou com a B!T sobre o panorama do mercado e de como a Intel tem conquistado novos mercados e do posicionamento da companhia na mobilização das máquinas de trabalho nas empresas.

B!T – Há algum tempo, tinha-se o referencial de que os processadores Intel eram caros, e agora eles estão mais acessíveis. Esse é um movimento da Intel ou é da Indústria?
David González – Esse é um movimento natural da indústria e misturado com uma característica da própria Intel, que é a Lei de Moore. Na medida que a eficiência de manufatura aumenta, conseguimos trazer melhores tecnologias a preços iguais ou menores ao mercado. E isso, junto com a concorrência aberta entre os fabricantes de múltiplos dispositivos, tem gerado um efeito conjunto de ter tecnologias como a família Core com níveis de preços cada vez mais agressivos.

B!T – A Intel tem feito um investimento muito forte na área de dispositivos móveis. Vocês já tem uma resposta no Brasil em relação a esse investimento?
David González – Em tablets, passamos de terceiro a primeiro jogador do mundo. No mercado do Brasil não tem sido diferente. Começamos o ano com uma participação acima de 10% e com apetite para continuar subindo. Nossa filosofia é ter diferentes linhas de produtos, tablets com processador Core, dispositivos 2 em 1, até os tablets de entrada, com processadores Atom, para cobrir o leque completo de alternativas para o consumidor ou para os clientes de negócios.

B!T – E quanto a celulares?
David González – Estamos presentes com a Asus (vendido no Brasil com o Zenfone) e na Ásia com a Lenovo. E continuamos em desenvolvimento. Apresentamos a linha SoFIA, uma família de chips Atom feita para entrar agressivamente para entrar no segmento de tablets e celulares.

B!T – Atom e Celeron antigamente tinham o estigma de serem de qualidade inferior. Hoje, essa percepção foi revertida com sucesso. Como foi esse processo de desenvolvimento para chegar a esse refinamento?
David González – No início da linha Atom, a preocupação era reagir à concorrência e estávamos descobrindo como segmentar o mercado. Com o tempo, houve um refinamento decidimos trazer as melhores opções de tecnologia para todas as linhas. Investimos na atualização da linha Atom com a mesma intensidade com que investimos na linha Core.

B!T – Existe um trabalho dos parceiros da Intel para conscientizar as empresas para mobilizar sua força de trabalho com equipamentos Intel Inside?
David González – Acreditamos que já temos uma boa parte do mercado corporativo, mas haviam empecilhos para migrar dos desktops para notebooks. Agora, com as características de gerenciamento remoto, como a tecnologia vPro, removemos esses obstáculos, como custos, performance e gerenciamento.

B!T – É possível mensurar o impacto positivo do vPro na adoção de máquinas móveis?
David González – Temos casos reais em que foi possível recuperar 5 horas semanais do empregado, seja em trânsito ou produtividade, ao substituir máquinas convencionais de escritório por notebooks.


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