Pagtel indica que já é mais seguro comprar pelo celular

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Segundo diretor de tecnologia da companhia, como os smartphones são equipamentos de uso estritamente pessoal, pode tornar a compra e a navegação pelo e-commerce mais seguro com a utilização de dispositivos móveis, na comparação com os computadores. Segundo uma pesquisa realizada no fim do ano passado em todo o País pela Pagtel em parceria com

Segundo diretor de tecnologia da companhia, como os smartphones são equipamentos de uso estritamente pessoal, pode tornar a compra e a navegação pelo e-commerce mais seguro com a utilização de dispositivos móveis, na comparação com os computadores.

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Segundo uma pesquisa realizada no fim do ano passado em todo o País pela Pagtel em parceria com a o E.life Group, 67% dos brasileiros já realizaram algum tipo de compra pelo celular. No entanto, cerca de 70% dos entrevistados ainda preferem fazer aquisições no e-commerce nacional por meio do computador.

Uma das explicações predominantes para essa preferência é a de que no computador existe maior sensação de segurança, ou seja, a evolução do m-commerce no país ainda sofre com o entrave da falta de confiança, e até de hábito, por parte do consumidor. O curioso é que essa insegurança, de acordo com o executivo da Pagtel, Eric Luque, vem da falta de informação, pois comprar pelo celular hoje pode ser tão, ou até mais seguro quanto as aquisições feitas pelo computador.

O uso bastante pessoal impõe uma barreira natural de segurança para a navegação, já que o computador pode ser compartilhado em casa, no trabalho ou no ambiente universitário, por exemplo. Além disso, os aplicativos hospedados em lojas oficiais oferecem mais segurança ao usuário, já que fornecedores como Google, Apple e Microsoft disponibilizam aos clientes uma grande porção de apps testados aprovados por conta da segurança em sua programação.

Outro fator que apoia a ideia de maior segurança nos dispositivos móveis é de que neles o uso mais intenso fora de casa, ou seja, de uma rede doméstica é por meio de redes sem fio, 3G e 4G, mais seguras que a utilização de redes públicas de WI-FI.

“Quase todo mundo tem um smartphone e se não fosse a insegurança do consumidor, era para o m-commerce ter atingido outro patamar no País. Acredito que a partir do momento que o brasileiro entender que celular e tablet são tão ou mais seguros que o computador e que a segurança dos seus dados depende, em grande parte de seus próprios hábitos, as compras por dispositivos móveis têm potencial para crescer ainda mais”, diz Luque.

Ele observa também que independente da compra realizada via dispositivo móvel ou desktop, existem passos que devem ser seguidos para tornar o processo seguro. São cuidados que devem ser tomados tanto pela empresa que realiza a transação, quanto pelo usuário. “Se algum deles falhar, abre-se uma porta para ação de hackers, aumentando a possibilidade de fraudes”, completa.

Para a Pagtel é preciso garantir a segurança do banco de dados, restringindo internamente o acesso às informações. Além disso, é fundamental manter as informações criptografadas, ou seja, embaralhadas matematicamente, pois, mesmo que tentem invadir o sistema e acessem os dados, estes só poderiam ser traduzidos com a quebra da criptografia, processo que, segundo Luque, levaria mais de dez anos.

O executivo finaliza indicando que a parcela de responsabilidade na segurança que recai sobre a navegação do usuário, deve receber ainda mais atenção entre a comunidade de usuários do sistema Android.”Os usuários de Android devem ficar em alerta, já que essa é uma plataforma aberta, ou seja, suscetível à invasão com menos barreiras, na comparação com outros sistemas operacionais”, conclui.


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