Pesquisa SAP aponta como empresas administram o Home Office no Brasil

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A SAP Consultoria em Recursos Humanos promoveu um estudo sobre a prática de Home Office junto a mais de 200 empresas nacionais e multinacionais, de diferentes segmentos, que atuam no Brasil. O objetivo foi identificar tendências e informações que sirvam de referência para as organizações, bem como contribuir com as estatísticas brasileiras. Com metodologia analítica,

A SAP Consultoria em Recursos Humanos promoveu um estudo sobre a prática de Home Office junto a mais de 200 empresas nacionais e multinacionais, de diferentes segmentos, que atuam no Brasil. O objetivo foi identificar tendências e informações que sirvam de referência para as organizações, bem como contribuir com as estatísticas brasileiras.

Businessman Stretching While Working on His Laptop

Com metodologia analítica, foram mapeadas as barreiras de implantação, principais objetivos da política, modalidades de concessão e elegibilidade, funcionamento da jornada de trabalho, custeio de despesas, controle de atividades, restrições de atuação, aspectos de contingências e ganhos de resultado.

Enquadrado no modelo de trabalho flexível, conhecido na Europa como Smart Working e nos EUA como Workplace Flexibility,o home office permite “mover o trabalho para os trabalhadores, ao invés de mover os trabalhadores para o trabalho”, segundo definiu Jack M. Nilles no livro “Fazendo do Teletrabalho uma Realidade”. No Brasil a adoção dessa modalidade ainda está em processo de construção, conforme comprovou o estudo.

Usualmente exercida por profissionais liberais ou autônomos, a pratica do home office começou a ganhar adeptos nessa última década entre os colaboradores celetistas (CLT). O estudo da SAP Consultoria apontou um contexto de decisão e estruturação de políticas dessa modalidade no Brasil. Em organizações que possuem a prática, 42% têm política estruturada, sendo a maior parte delas existentes a menos de cinco anos.

O estudo constatou que o perfil das empresas que adotam a prática é de origem internacional com uma concentração de 70% junto aos mercados de TI, Químico/Petroquímico, P&D, Autoindústria, Eletroeletrônico e Bens de Consumo. Já os pilares para elegibilidade adotados pelas empresas estão mais direcionados ao nível hierárquico do que propriamente às áreas específicas, sendo que 45% estendem para todos os níveis.

Das empresas que não possuem a prática 83% nunca pensaram na possibilidade de implantação, alegando como principais motivos a cultura empresarial corporativa e/ou tipo de atividade a ser englobada, mostrando que existe um espaço para crescimento.

Segundo o diretor da SAP Consultoria, Sebastião Perossi, a prática de home office é uma ferramenta no contexto de flexibilização da jornada de trabalho para os profissionais administrativos. “Sem dúvida é uma forma das empresas se adaptarem às dinâmicas e características dos grandes centros urbanos”, disse.

Como objetivo da política, as empresas apontaram entre os principais indicadores listados, além da flexibilidade no ambiente de trabalho, a melhoria na qualidade de vida. Os itens que apresentaram maior destaque em relação aos ganhos para as corporações foram: satisfação dos colaboradores envolvidos, aumento de produtividade, retenção dos colaboradores e diferencial no processo de contratação.


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