Plataforma de anúncios do Google distribui malwares

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O Google AdSense, popular plataforma de publicidade online, foi utilizado para distribuir malwares incorporados em banners, segundo a empresa alemã de segurança virtual G Data Software AG. Segundo a FirstSecurity, representante da G Data no Brasil, a falha foi encontrada em um dos provedores de rede da plataforma do Google. Lá foram encontrados anúncios fraudulentos capazes de infectar

O Google AdSense, popular plataforma de publicidade online, foi utilizado para distribuir malwares incorporados em banners, segundo a empresa alemã de segurança virtual G Data Software AG.

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Segundo a FirstSecurity, representante da G Data no Brasil, a falha foi encontrada em um dos provedores de rede da plataforma do Google. Lá foram encontrados anúncios fraudulentos capazes de infectar as vítimas a partir de uma ameaça que se aproveitou de vulnerabilidade localizada no Adobe Flash Player das máquinas. Em muitos computadores a brecha não foi fechada pelos usuários, mesmo existindo uma atualização oficial fornecida pela própria Adobe.

Os criminosos usaram um dos kits de infecção mais populares entre a comunidade de invasores, chamado Exploit Kit Nuclear e que pode ser facilmente encontrado em portais internacionais de e-commerce por cerca de US$ 1.500. A ferramenta está em uso desde março para explorar a vulnerabilidade do Flash. As análises da G Data mostram que os ataques têm aumentado nas semanas do mês de Abril em todo o mundo e pode atingir um pico nos próximos 7 dias até o final do mês.

“O mantra para os computadores corporativos sempre foi ‘não toque nisso, se estiver funcionando’. No entanto, esse tipo de postura por párte das equipes de TI é uma mina de ouro para os criminosos cibernéticos”, Explica Ralf Benzmüller, chefe da equipe de especialistas da G Data.

Ele complementa, ao ressaltar que “somente os usuários de Internet que mantêm seu sistema operacional e programas atualizados estão protegidos contra este tipo de ataque”. Benzmüller diz que os usuários que instalaram o patch de correção da Adobe depois de 19 de março se mantiveram vulneráveis aos ataques. “Aqueles que possuem soluções antivírus com recurso antiexploit, como o G Data, puderam se proteger contra esta ação dos criminosos. Ainda assim, aconselhamos aos usuários atualizarem seu sistema operacional e todos os programas de computador que possui”, alerta o executivo.

Segundo a Firstsecurity, apesar de sistemas que podem bloquear os ataques, com por exemplo a plataforma de segurança da G Data, ainda não é possível mensurar o total de usuários afetados em todo o planeta, já que o vírus ainda pode efetuar novas incurssões, até que os próprios usuários atualizam os sistemas, ou utilize programas anti-vírus que podem auxiliar, ou mesmo extinguir a ação do malware.


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