Vendas do Snapdragon podem derrubar resultado da Qualcomm

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A Qualcomm, fabricante de chipsets para tablets e smartphones, divulgou uma expectativa de queda na previsão de suas receitas globais, já que receitas e lucros podem cair abaixo das projeções de analistas para este trimestre, pois o rompimento de um cliente-chave pode prejudicar as vendas dos processadores Snapdragon, carro-chefe da marca. Analistas indicam que apesar

A Qualcomm, fabricante de chipsets para tablets e smartphones, divulgou uma expectativa de queda na previsão de suas receitas globais, já que receitas e lucros podem cair abaixo das projeções de analistas para este trimestre, pois o rompimento de um cliente-chave pode prejudicar as vendas dos processadores Snapdragon, carro-chefe da marca.

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Analistas indicam que apesar dos ganhos da norte-americana, que são obtidos maciçamente com os chips que reúnem toda a parte lógica e de conectividade necessárias para os aparelhos, a maior parte dos seus lucros, no entanto, vem do licenciamento de patentes para a tecnologia CDMA, amplamente utilizada no mercado de seu país natal para interconexão de redes celulares.

Apesar de não revelar a empresa-cliente perdida, no início do ano, a sul-coreana Samsung optou por usar um processador da linha Exynos, desenvolvido internamente para novo smartphone Galaxy S6, no lugar da mais recente versão do Snapdragon top de linha, o modelo 810. A Qualcomm já equipa, por exemplo, o G Flex 2, equipamento premium da LG.

A fabricante de chipsets também alertou que “desafios” com outro de seus chips tinha afetado a competitividade na China, onde o crescimento tem sido mais lento do que o esperado, com o avanço da vice-líder, a taiwanesa MediaTek, que embarca seus processadores em muitos modelos intermediários de grandes fabricantes, como a paranaense Positivo e a maior vendedora de smartphones na China, a Xiaomi.

A empresa aceitou em fevereiro pagar multa avaliada em US$ 975 milhões, a maior penalidade da história corporativa da China, encerrando uma investigação antiga sobre práticas anticompetitivas que seriam aplicadas pela companhia, configurando assim, concorrência desleal.

O acordo também exige que a Qualcomm baixe os royalties sobre patentes na China, o que deve prejudicar a receita de licenciamento da empresa, especificamente naquele país. Assim, a companhia previu lucro ajustado de US$ 0,85 por ação negociada nos EUA e receita de US$ 5,4 bilhões a US$ 6,2 bilhões para o terceiro trimestre.

Por fim, a companhia cortou a previsão de lucro ajustado de 2015 para US$ 4,60 a US$ 5,00 por ação, ante US$ 4,85 a US$ 5,05 por ação e receita de US$ 25 bilhões a US$ 27 bilhões, ante a estimativa inicial para o período de US$ 26,3 bilhões a US$ 28 bilhões.

O lucro líquido despencou 46%, para US$ 1,05 bilhão, ou US$ 0,63 por ação no primeiro trimestre deste ano, encerrado no último dia 29 de março. Nos primeiros três meses a fabricante ganhou US$ 1,40 por ação e a receita subiu 8,3%, para US$ 6,89 bilhões.


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