Seminário Brasil 100% Digital debate estratégias para governo inovador

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Realizado pela Casa Civil da Presidência da República, MCTI e Tribunal de Contas da União, o simpósio reunirá representantes de nações avançadas nos serviços digitais de governo. As inscrições são gratuitas. Nos dias 23 e 24 de abril, estarão em debate as propostas para o aprimoramento e expansão dos serviços públicos digitais oferecidos à população

Realizado pela Casa Civil da Presidência da República, MCTI e Tribunal de Contas da União, o simpósio reunirá representantes de nações avançadas nos serviços digitais de governo. As inscrições são gratuitas.
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Nos dias 23 e 24 de abril, estarão em debate as propostas para o aprimoramento e expansão dos serviços públicos digitais oferecidos à população e mecanismos inovadores de interação entre governo e sociedade. O Seminário Internacional Brasil 100% Digital é a primeira iniciativa para a construção da Agenda para o Brasil Digital, documento que reunirá diretrizes para que o País se torne efetivamente uma nação avançada no uso de tecnologias digitais.

A agenda começou a ser construída pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com a Casa Civil e outros ministérios. Ela deverá ser composta por quatro eixos: Sociedade Digital, Competitividade Digital, Governo Digital como Plataforma e Ações Estruturantes.

O seminário, que faz parte da construção do capítulo sobre Governo Digital como Plataforma, levantará as ações desenvolvidas pelo Brasil e vai olhar as experiências internacionais bem sucedidas na área. Especialistas apresentarão as iniciativas adotadas na Austrália, Estônia, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Holanda, Cingapura, Coreia do Sul, dentre outros países.

“Esses países estão avançados nas questões do governo digital”, destaca o secretário de Política de Informática do MCTI, Virgilio Almeida. “Eles oferecem serviços mais simples aos cidadãos e com mais interação pelos dispositivos eletrônicos. É uma maneira de tornar o governo mais rápido e inovador.” Especialistas brasileiros, do governo federal e do Tribunal de Contas da União (TCU), também apresentarão exemplos bem sucedidos no País e discutirão diretrizes e planos para expansão do governo eletrônico no Brasil.

Mecanismos adotados para a integração de serviços públicos, segurança cibernética, cidadania digital são alguns dos temas a serem abordados. Almeida explica que o governo federal tem importantes serviços digitais, como a Declaração de Imposto de Renda, a Urna Eletrônica, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e aplicações da Previdência Social. “Queremos que os serviços públicos estejam integrados em uma única plataforma”, destacou o secretário. “Com a evolução dos serviços digitais quem ganha é cidadão. Ele terá mais facilidade e comodidade para interagir com o governo. Isso é uma redução de burocracia e custos do governo.”

O seminário é organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Secretaria Geral e Casa Civil da Presidência da República e pelo TCU.

No dia 23, haverá palestras e debates sobre estratégias e boas práticas para a implementação de serviços de governo eletrônico e no dia 24 as discussões serão focadas no uso de dados abertos e técnicas analíticas para transparência e controle da administração. No dia 22, haverá uma prévia com oficinas de trabalho voltadas à construção de serviços e soluções de governo digital e aplicações envolvendo o uso de dados abertos vinculados aos órgãos públicos federais.

Agenda

Cada um dos capítulos propostos para a construção da Agenda para o Brasil Digital será construído com diversas entidades. O documento, além de apontar os caminhos para aprimorar a prestação de serviços digitais, trará propostas para incentivar a indústria a investir em pesquisa e desenvolvimento de produtos de tecnologias da informação e comunicação (TICs).

De acordo com Virgilio Almeida, políticas públicas do governo federal serão importantes instrumentos para fortalecer a indústria de TICs, que irá fornecer os produtos necessários para a implementação de um governo digital. “O MCTI, por exemplo, tem a missão de fomentar o desenvolvimento das indústrias que produzirão tecnologias do governo digital. É importante para conquistarmos uma soberania tecnológica”, avaliou o secretário de Política de Informática do MCTI, que destacou a Certics, o programa Start-Up Brasil e as leis do Bem e da Informática como importantes mecanismos para fortalecer o ecossistema das indústrias da área de TICs.


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