WikiLeaks publica documentos confidenciais da Sony

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Depois do ataque maciço sofrido pela Sony no ano passado, que revelou informações privadas e colocou nas redes de compartilhamento de arquivos filmes que nem haviam sido lançados nas salas de exibições, o estúdio levou mais um golpe: todo o conteúdo extraído de seus servidores foi disponibilizado pelo WikiLeaks. O polêmico site de Julian Assange abriu

Depois do ataque maciço sofrido pela Sony no ano passado, que revelou informações privadas e colocou nas redes de compartilhamento de arquivos filmes que nem haviam sido lançados nas salas de exibições, o estúdio levou mais um golpe: todo o conteúdo extraído de seus servidores foi disponibilizado pelo WikiLeaks.

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O polêmico site de Julian Assange abriu à consulta pública mais de 30 mil documentos da Sony Pictures, além de cerca de 173 mil e-mails. Segundo Assange afirmou, em comunicado, a divulgação é importante pois “revela as engrenagens de uma influente multinacional.”

Exilado na Embaixada do Equador em Londres, Assange também explicou que o site agora permite buscas mais simples, que facilitam inclusive a percepção das conexões entre a Sony e o Partido Democrata norte-americano.

Prontamente, a Sony condenou a publicação dos documentos roubados, que são informações privadas e confidenciais. A Companhia ainda declarou que a iniciativa corrobora com a ação de criminosos e se configura como má-fé.

O fato é que o episódio da Sony Pictures foi um grande alerta para todas as empresas. Quem tem o mínimo de tecnologia em suas operações (e hoje todos tem) deve tomar medidas preventivas contra ataques, além de investir em contra-medidas de rápida execução.

São várias as soluções disponíveis no mercado, algumas bastante acessíveis comercializadas no modelo SaaS, que poderiam, com governança e boas práticas, evitar que um dano de tamanha proporção fosse infligido na Sony. Os CIOs precisam entender que a realidade de segurança muda continuamente, a um ritmo cada vez mais rápido, e que a postura estoica do gestor do começo do século não é mais viável.

Infelizmente, a Sony tem uma notória cultura de resistência a mudanças em todas as suas divisões, retendo o pior da filosofia empresarial oriental, que muitas empresas nipônicas já descartaram. O preço, infelizmente, é alto.


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