Zuckerberg indica que Facebook e WhatsApp têm funções distintas

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Apesar da confusão causada pelo negócio que resultou na compra do WhatsApp pelo Facebook em 2014 – por cerca de US$ 22 bilhões – o presidente da rede social, Mark Zuckerberg, indica que existe grande distinção nas atividades do popular aplicativo e da maior rede social do planeta. Ao explicar as diferenças entre ambos, Zuckerberg

Apesar da confusão causada pelo negócio que resultou na compra do WhatsApp pelo Facebook em 2014 – por cerca de US$ 22 bilhões – o presidente da rede social, Mark Zuckerberg, indica que existe grande distinção nas atividades do popular aplicativo e da maior rede social do planeta.

Mark-Zuckerberg

Ao explicar as diferenças entre ambos, Zuckerberg explicou durante uma reunião com investidores que enquanto o WhatsApp se destina exclusivamente a substituir as tradicionais mensagens de texto SMS, o Messenger, plataforma de mensagens do Facebook, tem como objetivo conectar amigos presentes na rede e “fornecer uma experiência mais rica”, como por exemplo, a capacidade de enviar dinheiro de um usuário ao outro. “O Messenger está muito focado na utilização de todo o conjunto de ferramentas que podem ser exploradas em toda a plataforma do Messenger”, disse ele.

Apesar da aparente redundância entre as duas aplicações, eles abrigam, ainda assim, a maior quantidade de usuários em seus setores de atuação, se posicionando como os dois maiores serviços de mensagens no mundo. O WhatsApp têm 700 milhões de usuário e o messenger do Facebook, 600 milhões de usuários.

Embora Zuckerberg admita que parece “um pouco contraditório à primeira vista”, até o modo como a companhia trata as duas aplicações também é distinto. Durante a conferência de desenvolvedores da rede social, ocorrida em março nos EUA, foi inaugurada uma plataforma online para fomentar o desenvolvimento de aplicações de terceiros, que sejam capazes de interagir com o Messenger do Facebook.

Ainda durante este anúncio o cofundador do WhatsApp, Brian Acton, indicou claramente que essa é uma estratégia voltada apenas ao Messenger e não ao app dirigido por ele. Segundo o executivo, “sua equipe está consciente da diferença na experiência entre um app e outro, para o usuário e que, portanto, as estratégias para os dois não são idênticas”.

Apesar do Facebook ter feito sua oferta pública de ações há quase três anos, o que colocou os papéis da companhia para serem negociados na Bolsa Virtual, Nasdaq, a maior desconfiança dos investidores antes das negociações em bolsa, era justamente o fraco desempenho da companhia em sua versão para smartphones. Mesmo com uma base de 1,32 bilhão de usuário, o retorno comercial na versão móvel da rede social ainda é baixa.


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