Carros autônomos do Google vão às ruas com volantes e pedais

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Após divulgar uma informação estatística que tornou pública a informação de acidentes ocorridos nos seis anos de testes com seus carros autônomos, o Google indicou que seus veículos começarão a ser testados em meio ao tráfego pesado, nas ruas dos EUA, mas com volantes e freios, diferente do que a empresa previu pelo menos um

Após divulgar uma informação estatística que tornou pública a informação de acidentes ocorridos nos seis anos de testes com seus carros autônomos, o Google indicou que seus veículos começarão a ser testados em meio ao tráfego pesado, nas ruas dos EUA, mas com volantes e freios, diferente do que a empresa previu pelo menos um ano atrás.

google carros

Engenheiros vão operar 25 veículos protótipos projetados pelo Google a partir do início do verão norte-americano deste ano, que deve começar no final de Junho e usarão o mesmo software que os utilitários esportivos Lexus RX450h do Google, que já rodam de forma autônoma cerca de 16 mil quilômetros por semana a alguns anos, informou a companhia em publicação de seu blog oficial, na versão norte-americana.

Quando a companhia anunciou há um ano que planejava montar uma frota de veículos autônomos, o diretor do projeto, Chris Urmson, havia dito que os protótipos “não teriam volantes, pedais de acelerador ou freio, já que não precisariam de nada disso para operar com 100% de perfeição”.

Porém, no fim das contas os protótipos vão precisar dos controles críticos. Montados em Detroit pela Roush Industries, os protótipos serão equipados com volantes, pedais de freio e acelerador removíveis para que engenheiros de teste “possam assumir a direção se necessário”, disse Urmson na publicação no blog nesta sexta-feira.

Na época em que a divulgação de 11 acidentes durante os testes em seis anos, ocorreu, Urmson informou que que “os carros do Google não foram a causa dos incidentes”. Segundo Urmson, os carros obtiveram resultados bastante animadores, com quase 3 milhões de quilômetros percorridos ao longo de seis anos, período de testes da tecnologia.

O Google confirmou que os carros eram conduzidos pelos sistemas automatizados durante alguns dos acidentes, mas não forneceu dados específicos que colocassem em xeque a segurança ou integridade dos sistemas automatizados. A dúvida a respeito das circunstâncias exatas dos acidentes, se dão por conta dos motoristas dos veículos de teste, que podem assumir o controle dos veículos rapidamente, ao observarem algum problema em potencial com a dirigibilidade contínua.

Segundo a apuração da agência de notícias Associated Press, foi confirmado que dois desses acidentes ocorreram enquanto os veículos estavam no modo autônomo. Um dos incidentes envolveu um carro usando a tecnologia de auto-condução desenvolvida pela fornecedora de autopeças Delphi e outros três outros, testados pelo Google.

Um porta-voz da Delphi ressaltou na oportunidade que um motorista de teste humano estava no controle de seu carro quando houve a batida, em Outubro de 2014. Já o Google respondeu com em nota oficial que considera a segurança como um ponto-chave para a confiança e a popularização da tecnologia autônoma em veículos automotores.


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