BlackBerry consolida negócios ao mesmo tempo em que corta empregos em todo o mundo

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A fabricante de smartphones canadense segue cortando postos de trabalho nas operações ao redor do globo, ainda que credite o movimento à uma consolidação nos negócios de software, hardware e aplicações móveis. A empresa ainda não especificou quantos funcionários podem ser afetados por esta fase. Foi reportada uma queda de quase 17% na receita trimestral

A fabricante de smartphones canadense segue cortando postos de trabalho nas operações ao redor do globo, ainda que credite o movimento à uma consolidação nos negócios de software, hardware e aplicações móveis.

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A empresa ainda não especificou quantos funcionários podem ser afetados por esta fase. Foi reportada uma queda de quase 17% na receita trimestral fechada em março, produzida pela força de trabalho de aproximadamente 6,2 mil funcionários, segundo informações da própria companhia.

A empresa alegou estar realocando recursos para capitalizar as unidades de negócio, em uma tentativa de criar oportunidades de crescimento e alcançar lucratividade em todos os seus segmentos de atuação, de acordo com informações de uma porta-voz da companhia à agência de notícias Associated Press, em comunicado por email.

O rearranjo nesses segmentos e o suposto corte de pessoal ocorre meses após a divulgação de receitas em queda, quando o faturamento chegou aos US$ 660 milhões, com geração de caixa 32% negativa, perda de US$ 300 milhões no faturamento em comparação com o período anterior, no qual ganhou US$ 960 milhões. Além da venda de equipamentos, a BlackBerry obtém receitas por meio da prestação de serviços, suporte, e pela venda de software e aplicações para smartphones e plataformas móveis, embora este último represente apenas 10% do conjunto.

Tendo em conta o ano fiscal completo de 2014, as perdas líquidas da canadense no período foram de US$ 304 milhões, valor bastante inferior comparado com os números de 2013, quando a BlackBerry perdeu aproximadamente US$ 6 bilhões. A outra boa notícia é que a companhia atingiu o valor positivo trimestral de US$ 28 milhões nos lucros, o que representa uma melhoria bastante significativa em relação aos US$ 423 milhões de prejuízo registrado no último trimestre do ano passado.

Parte da recuperação, ainda que difícil da companhia, se deve justamente ao corte de postos de trabalho. A empresa sediada em Ontario (Canadá), divulgou em abril que considerava fechar seus escritórios na Suécia, um movimento que resultará no encerramento de até 100 postos de trabalho.

Apesar da possível diminuição no número de países em que atua, a negociação das ações não foram afetadas nos últimos 12 meses, com uma alta de aproximadamente 62% nos papéis negociados na bolsa canadense Toronto Stock Exchange (TSX), enquanto a cotação da bolsa eletrônica Nasdaq, de Nova York, subiu quase 44% durante o mesmo período.


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