China pode ter primeira queda na venda de smartphones em seis anos

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O mercado de celulares inteligentes da potência asiática pode ter alcançado a saturação no primeiro trimestre deste ano, de acordo com um estudo divulgado pela consultoria internacional IDC. O Brasil, em contrapartida, deve ter diminuição no crescimento de 55% em 2014, para 16% este ano, mas ainda assim com elevação nas vendas, que ano passado,

O mercado de celulares inteligentes da potência asiática pode ter alcançado a saturação no primeiro trimestre deste ano, de acordo com um estudo divulgado pela consultoria internacional IDC. O Brasil, em contrapartida, deve ter diminuição no crescimento de 55% em 2014, para 16% este ano, mas ainda assim com elevação nas vendas, que ano passado, foram de 104 smartphones comercializados por minuto no País.

Xiaomi-Mi3

Segundo a empresa, a estagnação chinesa, mesmo sem significativa queda nas vendas, carrega implicações potencialmente importantes para a indústria global liderada por gigantes como Xiaomi, Apple e Samsung. Durante o primeiro trimestre de 2015, as vendas de smartphones no país, de quase 1,4 bilhão de habitantes, encolheram pela primeira vez em seis anos, para 98,8 milhões de unidades, queda de 4,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O relatório atribuiu a queda unica e exclusivamente à “saturação do mercado”.

A expansão dos consumidores chineses vinha fomentado a demanda cada vez maior por smartphones na região, nos últimos anos. Essa demanda impulsionou empresas incluindo a norte-americana Apple – que teve receita recorde de 16,8 bilhões de dólares na China, somente no último trimestre – e a Xiaomi, que cresceu do zero e se tornou uma companhia de US$ 46 bilhões, em exíguos quatro anos.

Em 2011 a China já havia ultrapassado os Estados Unidos, maior mercado de smartphones do mundo até então. No entanto, os dados da IDC sugerem que a desaceleração inciada neste primeiro trimestre no país, deve continuar.

Já no Brasil, onde foram vendidos 104 dispositivos por minuto em 2014, totalizando quase 55 milhões de aparelhos, o crescimento deve diminuir, entretanto, a alta pode somar os 16%, dependendo do humor do dólar e do nível de empregos no País, fatores determinantes para que os consumidores decidam pela aquisição do primeiro aparelho inteligente ou troca de seu equipamento com um ou mais anos de uso.

Um dos fatores a favor da indústria nacional é o número da comunidade de smartphones presentes no País, que ultrapassa os pouco mais de 31% da população brasileira. O número ainda é muito menor do que nos Estados Unidos, 98%, e da própria China, com 94% da população proprietária de pelo menos um smartphone. o Brasil, com potencial de vender os celulares inteligentes para pelo menos dois terços da população, pode vender aproximadamente 65 milhões de aparelhos até dezembro deste ano.


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