Ericsson e EY divulgam estudo sobre estratégias de operadoras móveis

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Gigante sueca de sistemas de telecomunicações e consultoria internacional indicam que companhias do setor querem analisar estratégias de sucesso adotadas por operadoras móveis como o foco em desempenho de rede, a experiência do cliente e as abordagens de tecnologias, fatores que mudam de acordo com a estratégia das teles. Segundo o estudo, a receita das chamadas

Gigante sueca de sistemas de telecomunicações e consultoria internacional indicam que companhias do setor querem analisar estratégias de sucesso adotadas por operadoras móveis como o foco em desempenho de rede, a experiência do cliente e as abordagens de tecnologias, fatores que mudam de acordo com a estratégia das teles.

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Segundo o estudo, a receita das chamadas Frontrunners, ou seja, empresas de telefonia móvel que se destacam com receitas positivas em seus mercados ao redor do mundo, cresceram a Taxa Composta Anual de Crescimento (CAGR, em inglês), em aproximadamente 9,6% . Esse índice, é o retorno do investimento empenhado por um determinado período de tempo, enquanto a taxa daqueles concorrentes de menos sucesso nos mercados globais, cresceu apenas 2,7%. 10 das 30 Frontrunners analisadas pelo relatório estão localizadas na região de todo o continente americano.

Com receitas tradicionais sob pressão e o uso de dados móveis em ritmo crescente, as operadoras têm sido forçadas a evoluir tanto em suas redes quando em seus modelos de negócio. Algumas são mais bem sucedidas que outras. O estudo identificou, classificou e mapeou as operadoras Frontrunners. Mesmo com o crescimento de 115% da penetração móvel, as Frontrunners latino-americanas continuam impulsionando o aumento das receitas – aproveitando a rápida adoção de smartphones (15% de CAGR) e o consequente aumento no consumo de dados (35% de CAGR).

Ao realizar a pesquisa, a Ericsson mapeou três estratégias distintas adotadas pelas Frontrunners. A conclusão geral do estudo, é de que aquilo que é positivo para o usuário final, também é bom para a operadora e se reflete em seus ganhos no fim de períodos como trimestres e também balanços anuais.

Entre as estratégias das Frontrunners, a evolução por qualidade diferencia o serviço por redes de alto desempenho, o que gera alta na preferência de marca. Já a adaptação para o mercado inclui as empresas que se diferenciam por se adaptarem rapidamente à mudanças, como a que ocorre no uso menor de voz e na maior demanda por dados. Por fim, a transformação por oferta, se refere às Frontrunners que se diferenciam por serem as primeiras a oferecerem serviços, que obtém relativo sucesso comercial e por isso, são copiados por concorrentes do setor.

O estudo revela também uma série semelhanças entre as Frontrunners, incluindo os pontos de vista sobre conectividade e serviços como diferenciais, além do foco em inovar fluxos de receita, em vez de maximizar fluxos antigos. As Frontrunners também possuem áreas de marketing e técnica mais integradas e, por isso, potencializam o desempenho da marca, unindo uma rede de performance superior e um serviço que atender realmente às expectativas dos consumidores.

O diretor executivo da EY (Ernst and Young), Martin Sebelius diz que apesar das diferentes estratégias, as operadoras classificadas entre as Frontrunners compartilham um compromisso com a qualidade da rede. “Não é de se surpreender que elas busquem constantemente novas maneiras de desafiar as convenções da indústria para tornar a conectividade mais relevante para as pessoas. Se o serviço atende da melhor forma possível empresas e sociedade, ele será preferido entre a comunidade de consumidores”. Segundo a EY, entender as estratégias das Frontrunners pode ajudar mais operadoras a se tornarem parte do seleto grupo de empresas mais rentáveis e mais bem avaliadas. Isso pode beneficiar todos os players da indústria, já que a presença de uma Frontrunner aumenta a disputa local e eleva a qualidade geral do serviço para determinada localidade.

Para o diretor de estratégia de rádio e marketing da Ericsson, Patrick Cerwall, o estudo serviu para entender o que torna as operadoras bem sucedidas. “Isso ajuda a melhorar a parceria que nós, fornecedores de equipamentos, temos com os nossos clientes. Pode soar individualista, mas as Frontrunners têm foco no crescimento, aumentando o core business, enquanto exploram novos mercados e recursos para garantir futuras receitas, como a Internet das Coisas (IoT) e soluções verticais”, explica.

Segundo Cerwall, os avanços dessas companhias em destaque, pode ajudar na evolução dos serviços de telecomunicações e na introdução de novíssimas tecnologias, como o ainda não muito conhecido 5G. “A internet ultrarrápida de quinta geração, será marcada em 2020 por novos avanços de tecnologia e novos modelos de negócios. Mas a transformação começou de fato com a mudança de redes de voz para redes de dados. As operadoras que gerenciam essa transição com êxito podem mostrar o caminho para o sucesso com um sucesso rápido do 5G, por exemplo”, ressalta.

Em 2013, a maioria das 12 Frontrunners identificadas foi associada à estratégia por qualidade, usando o tamanho e os recursos para entregar qualidade superior e, assim, alcançar um crescimento lucrativo. Operadoras adaptadas ao mercado foram minoria e operadoras por oferta ainda não haviam entrado para o seleto grupo.

Já em 2014, o número de Frontrunners cresceu para cerca de 20 e incluía operadoras por oferta. Este ano, a previsão é de que haverá 30 ou mais companhias no grupo, com a distribuição entre as estratégias começando a se equilibrar. É importante ressaltar que as chamadas Frontrunners não são necessariamente empresas líderes de mercado. Na realidade, em 2013, a maioria dessas companhias estava em terceiro lugar na disputa por seus respectivos mercados.


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