Para especialistas, educação também precisa ser inovadora

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Especialistas como a CEO do Conselho de Competitividade dos Estados Unidos (US Council on Competitiveness), Deborah Wince-Smith e o presidente e professor da Olin College of Engineering, em Massachussets (EUA), Richard Miller, “a inovação depende de uma articulação precisa feita por pessoas e que conciliem oportunidades de negócios e visão estratégica do futuro”. As afirmações

Especialistas como a CEO do Conselho de Competitividade dos Estados Unidos (US Council on Competitiveness), Deborah Wince-Smith e o presidente e professor da Olin College of Engineering, em Massachussets (EUA), Richard Miller, “a inovação depende de uma articulação precisa feita por pessoas e que conciliem oportunidades de negócios e visão estratégica do futuro”.

Deborah Wince-Smith, presidente e CEO do US Council on Competitiveness 2

As afirmações foram feitas durante o 6º Congresso de Inovação da Indútria, realizado em São Paulo, esta semana, em uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Segundo os acadêmicos, além da dependência que a indústria têm de ser apoiada pelos governos, a educação pode impulsionar novos ciclos de evolução tecnológica e isso deve criar um ambiente para um ambiente favorável so desenvolvimento.

A formação dos profissionais, em especial nas áreas de engenharia e robótica, são um dos temas mais sensíveis na pauta de inovação. “O modelo tradicional de educação está em xeque por uma coisa chamada Google. Você não vai ser pago só porque sabe das coisas. Estamos ensinando as coisas erradas às pessoas erradas, usando métodos ineficazes”, resume o presidente e professor da Olin College of Engineering, Richard Miller.

A instituição liderada por ele é considerada uma das principais referências de novos métodos para educação voltada à inovação. Segundo o acadêmico, “é preciso unir a ciência dura às outras disciplinas voltadas para o empreendedorismo, a administração e às ciências humanas, chamadas de soft skills”.

Outro exemplo de ensino de ponta que mira a formação de jovens inovadores é a Sklokovo Innovation Center (Skoltech), que opera na Rússia, mas surgiu de uma iniciativa do Massachusetts Institute of Technology (MIT). “Tivemos a oportunidade de criar uma universidade inédita: somos uma aceleradora de inovação. Nosso objetivo é construir uma ponte entre a ciência e a inovação e educar os jovens para transformar o conhecimento científico em inovação para a indústria e mercado”, afirma o diretor da SkolTech, Edward Crawley.

Segundo ele os profissionais que o MIT e a SkolTech colocaram no mercado contribuíram com mais de US$ 2 trilhões ao PIB dos Estados Unidos, mais do que o PIB do Brasil. Considerado um guru da inovação e das tendências tecnologicas, o americano John Kao comandou um workshop sobre o desenvolvimento da inovação e, afirmou, durante painel o esforço para derrubar barreiras, transforma a sociedade em uma comunidade cada vez mais inovadora. “Não seja tolo e ache que vai comprar um livro e aprender tudo sobre inovação. Essa é uma história que todos têm de escrever. Temos o privilégio de participar desse processo”, conta.

Para ele, uma das brechas que é preciso fechar é a formação das pessoas. “Uma pesquisa recente da CNI mostra que, para 89% das empresas, é preciso ensinar aos profissionais como ser inovador. Esse é o papel da EdgeMakers”, afirmou, se referindo à companhia que criou para ajudar escolas, empresas e governos a estruturar e pensar de maneira inovadora.

Além disso, o setor privado e os governos devem se engajar para facilitar a inovação, avalia a CEO do Conselho de Competitividade dos Estados Unidos, Deborah Wince-Smith. “Num mundo multipolarizado e no qual as tecnologias avançam em várias direções, os sonhadores e realizadores precisam ter oportunidades. Por isso, precisamos de sistemas tributários, regulatórios e legais que contribuam com a inovação. No Brasil, é a MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação) quem vem trabalhando arduamente para chegar a esse objetivo”, avaliou.


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