Fusão de EloGroup e Lecom podem gerar negócio de R$ 100 milhões em 2019

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As duas companhias de softwares corporativos planejam união para criar uma nova nova companhia nacional desenvolvedora de tecnologias de gestão de negócios, e de olho no mercado internacional de soluções de TI. Nos primeiros meses de primeiros meses de 2015, duas médias empresas de TI decidiram se unir para gerar um negócio que promete faturamento

As duas companhias de softwares corporativos planejam união para criar uma nova nova companhia nacional desenvolvedora de tecnologias de gestão de negócios, e de olho no mercado internacional de soluções de TI.

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Nos primeiros meses de primeiros meses de 2015, duas médias empresas de TI decidiram se unir para gerar um negócio que promete faturamento de R$ 100 milhões em 4 anos. A decisão foi tomada, mesmo com o cenário econômico do País, de austeridade fiscal e financeira.

Juntas, a carioca EloGroup, uma startup criada em 2007 que dobrou várias vezes de tamanho em oito anos e a paulista Lecom, fabricante de software criada nos anos 1990, devem investir aproximadamente R$ 20 milhões para começar sua transformação em uma nova companhia de tecnologia brasileira. A intençao de ambas é se consolidar como uma empresa maior do que as atuais operações separadas e então tentar penetrar o mercado internacional de exportação de software para administração e gestão de negócios.

Juntas, Lecom e EloGroup somam mais de 300 funcionários e indicam uma alta porcentagem de profissionais pós-graduados trabalhando em pesquisa e desenvolvimento. Além disso, ambas têm presença em todos os 27 estados brasileiros, além de operações conjuntas em mais de 10 países para atender mais de 500 clientes corporativos.

Com previsão de faturamento de R$ 40 milhões em 2015, a meta das companhias é chegar aos R$ 80 milhões dentro de 2 anos e ultrapassar os R$ 100 milhões em 2019. “São metas bastante factíveis e até conservadoras”, diz o fundador e CEO da Lecom, João Cruz, que nos últimos 5 anos investiu 50% dos resultados da empresa em pesquisas, conta na qual somam aportes obtidos com entidades de fomento aos negócios como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Premiada por três anos pelo Instituto Instituto Great Place to Work (GPTW) como melhor empresa para se trabalhar entre as consultorias de gestão, a EloGroup vê o projeto conjunto como resposta à “necessidade vital” de ampliar a competitividade do País para fazer frente ao custo Brasil. “A baixa produtividade das empresas brasileiras é um dos maiores entraves para o crescimento do País”, diz um dos fundadores da desenvolvedora, Leandro Jesus. “Nosso compromisso é dar uma solução tecnológica para superar esse desafio, possibilitando que se alcancem níveis de competitividade internacionais”, completa.

A Bematech, multinacional brasileira de tecnologia para o varejo, food service e hospitality presente em 500 mil estabelecimentos comerciais, desde 2014 vem usando soluções da Lecom para automatizar processos críticos de negócios. A decisão, parte do planejamento estratégico que se estende até 2016, teve sua estréia em outubro passado em um projeto piloto, com resultados que surpreenderam positivamente a alta direção da companhia. O processo escolhido, ligado a pleitos de redução de carga tributária sobre produtos fabricados no País com 100% de insumos locais, atingiu seu objetivo em questão de semanas. O procedimento, que até então demorava cerca de três meses, passou a ser feito em apenas nove dias e, melhor, de forma rastreável.

“Hoje o incentivo que temos por conta deste processo representa em média 5% do nosso faturamento”, diz o Coordenador de Processos Organizacionais da Bematech, Ronaldo Zanetin. Segundo ele, no último ano fiscal, a Bematech faturou R$ 425 milhões. O sucesso incentivou a companhia a ir em frente no uso de sistemas de “business process management” para otimizar fluxos de trabalho, além de vários outros processos de negócios estão no momento passando pelo pente fino da automação.

Já a Penalty, que tem hoje 30 processos ativos sob gestão do sistema Lecom (inclusive o crítico Cadastro de Produtos), utiliza a solução desde 2008 com absoluto sucesso, segundo o gerente de TI da empresa, Márcio Maldonado. No total, 300 usuários fazem uso diário da ferramenta no escritório de São Roque, Grande SP, e em outras quatro plantas fabris.

Mas os programas para gestão de processos não valem apenas para empresas privadas. Recentemente, a prefeitura de Santos, no litoral paulista, iniciou a implantação de sistemas criados pela Lecom para dar uma chacoalhada nos procedimentos públicos – com a meta de diminuir em 500% o tempo médio de tramitação de 50 diferentes tipos de processos administrativos. “Vamos garantir maior eficiência e transparência no andamento de rotinas”, diz o prefeito santista Paulo Alexandre Barbosa. Segundo ele, ao lado de “benefícios sem precedentes” na agilização de serviços para a população o uso de programas de suporte à gestão dará ao município condições de tornar cem por cento digitais 93 mil processos por ano – 75% do total gerado na prefeitura – com economia anual de R$ 500 mil.

Situações como essa são comuns no dia a dia da Lecom e da EloGroup, que colecionam casos de clientes que revolucionaram a forma como trabalham com o auxílio de consultoria & inteligência em processos e softwares de gestão de negócios – ou BPM (Business Process Management), na sigla em inglês. “O que nossos sistemas fazem é muito simples. Difícil é explicar de forma simples o que eles fazem”, brinca João Cruz.

Segundo ele, só no último ano mais de 1 milhão de processos de negócios foram feitos por meio da plataforma da Lecom instalada em cerca de 100 companhias, a exemplo da BMW, Honda e Melitta. “Um ‘processo de negócio’ pode ser desde a compra de lápis até a maneira de produzir um motor”, diz João, “cada qual envolvendo às vezes dezenas ou centenas de passos e decisões. No fundo, ajudamos as empresas a redefinir a forma como elas trabalham, tornando cada passo o mais otimizado possível”, conclui.


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