Gigantes de TI pressionam EUA contra brecha em criptografia

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Um grupo de 140 empresas, que conta com Apple, Dropbox, Facebook, Google, Microsoft e Yahoo, se uniu a ONGs e membros da comunidade tecnológica para pedir que o presidente Barack Obama rejeite os pedidos de órgãos de segurança de sua administração para que haja enfraquecimento das chaves criptográficas de acesso público. O pedido de inclusão

Um grupo de 140 empresas, que conta com Apple, Dropbox, Facebook, Google, Microsoft e Yahoo, se uniu a ONGs e membros da comunidade tecnológica para pedir que o presidente Barack Obama rejeite os pedidos de órgãos de segurança de sua administração para que haja enfraquecimento das chaves criptográficas de acesso público.

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O pedido de inclusão de backdoors – vulnerabilidades de acesso – nos protocolos criptográficos são uma demanda antiga do FBI, que acredita que assim possa aplicar a lei de forma mais eficaz, uma vez que teria acesso mais fácil a e-mails e dados pessoais de possíveis criminosos.

A polêmica é tão grande que até a EFF – Eletronic Frontier Foundation, entidade não governamental que defende a neutralidade e liberdade de acesso da informação digital, que tem sérias ressalvas com as grandes companhias de TI assinou a carta enviada ao presidente norte-americano.

“Nós pedimos que você [Obama] rejeite qualquer proposta para que as companhias dos EUA enfraqueçam deliberadamente a segurança de seus produtos. Nós solicitamos que, em vez disso, a Casa Branca se concentre no desenvolvimento de políticas que promovam em vez de minar a ampla adoção de fortes tecnologias de criptografia”, disse o documento, endossado por 48 companhias, 37 organizações da sociedade civil e 58 especialistas.

De acordo com os signatários, a criptografia protege os usuários de ações criminosas e de ameaças à segurança nacional. Caso a adoção de brechas fosse imposta, essas poderiam ser exploradas por terceiros, com objetivos escusos, expondo os usuários a riscos e até mesmo comprometendo a segurança dos EUA e de outros países.

Google e Apple são alguns dos gigantes que já declararam estar trabalhando em protocolos de criptografia forte para proteger a privacidade de seus usuários.

O principal medo é que, uma vez instituídas brechas criptográficas, nações hostis poderiam facilmente explorar essas brechas e comprometer a segurança dos cidadãos. É sabido que Coréia do Norte, por exemplo, sistematicamente emprega milícias de hackers para estremecer as nações do ocidente. Com uma oportunidade clara de romper a criptografia de serviços básicos como e-mail e telefonia celular, os danos poderiam ser grandes.


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