Watson já ajuda setores de varejo e saúde nos EUA

Big DataBusiness IntelligenceData StorageEmpresasNegóciosSoftware

Durante painel do 6º Congresso de Inovação da Indústria, o vice presidente de computação cognitiva da companhia, Guruduth Banavar, afirmou que a computação cognitiva mundial, proporcionada pelo sistema de inteligência artificial Watson, já saiu do campo estritamente científico e tecnológico para outros setores da economia. Segundo o executivo, as capacidades do mega computador da IBM

Durante painel do 6º Congresso de Inovação da Indústria, o vice presidente de computação cognitiva da companhia, Guruduth Banavar, afirmou que a computação cognitiva mundial, proporcionada pelo sistema de inteligência artificial Watson, já saiu do campo estritamente científico e tecnológico para outros setores da economia.

Guruduth Banavar - Vice presidente de computação cogniftiva da IBM 2

Segundo o executivo, as capacidades do mega computador da IBM já está em fase de testes, “para que sejam experimentadas utilidades desenvolvidas pela plataforma, mas que consigam inovar os negócios de segmentos como o e-commerce, no varejo, na medicina e também no mercado de turismo”.

Segundo Banavar, para o desenvolvimento do supercomputador, os cientistas da IBM tiveram que “sair do quadrado do Big Data”. Isso porque, o Watson precisava saber não apenas processar informações, mas entendê-las, compreender quais dados podem ser relevantes, mas não vem de determinados bancos de dados. O vice presidente de computação cognitiva, ressalta que durante o desenvolvimento do sistema, foi ensinado quais dados precisam ser interpretados nas mídias sociais, nos equipamentos de internet das coisas (IoT), já que essas duas fontes de dados mudaram todo o marketing mundial.

“A análise dos dados nos sistemas de big data, evoluíram e não são mais entendimento de apenas números e palavras chave e sim o entendimento do que as pessoas estão dizendo, e isso, em sua língua nativa”, conta.

A equipe técnica da IBM entendeu que as pessoas se expressam utilizando metáforas, piadas e sarcasmo e o Watson precisa entender o que isso quer dizer, assim como entenderia uma cérebro humano, ao ouvir. Para isso, foram ensinados à plataforma o entendimento dos eventos por meio de um tweet, por exemplo.

Um teste realizado pela IBM para isso, foi colocando o sistema à prova durante os jogos da Copa do Mundo no Brasil. “Com o Watson, nós sabíamos dizer se o sentimento a respeito de um time era positivo e se mudou durante o jogo. No jogo horrível do Brasil com a Alemanha, nós registramos uma crescente e grande quantidade de reações negativas e no momento em que um jogador da seleção de vocês, o David Luiz, deu uma entrevista à emissora oficial dos jogos e pediu desculpas pelo vexame que o time havia acabado de passar, nos surpreendeu uma mudança maciça e em minutos, para uma sentimento de apoio avaliado pelos tweets”, lembra Guruduth Banavar.

A companhia norte-americana de tecnologia testa há alguns meses o sistema Watson no e-commerce da famosa loja de vestuário para o frio, a North Place. Os clientes da companhia podem digitar na busca sentenças completas, ao invés de palavras-chave. Segundo o executivo da companhia, no campo que receberia tradicionalmente demandas como “roupa”, “casaco” ou “jaqueta”, o usuário pode escrever “vou passar uma semana na patagônia, onde posso esquiar e andar na neve, o que devo usar?”, e o sistema vai sugerir um pacote básico de roupas para enfrentar a situação descrita.

O mesmo se aplica ao turismo e pode ser utilizado pelas companhias de seguros, companhias financeiras, instituições educacionais. Mas por enquanto, além do varejo, a medicina é o segundo setor no qual o Watson já ajuda médicos e pacientes. Guruduth Banavar conta que se um médico atende um paciente, se a ajuda da tecnologia, ele será versado em um repertório de doenças, sintomas e medicamentos defasado de 5 a 10 anos, desde quando esse profissional saiu da faculdade.

“Com a ajuda do Watson, o repertório do médico terá defasagem de um dia ou de algumas horas, porque o sistema pode avaliar novas descobertas de fármacos e diagnósticos todos os dias. Logo, ao invés de um medicamento bastante tradicional, o paciente pode receber um tratamento mais moderno, talvez até com nanotecnologia – que em testes da industria farmacêutica, atingiu resultados muito mais exatos, comparados à farmacologia tradicional – e a medicina deixará de ser como conhecemos hoje”, conclui.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor