Internet banking é o principal alvo de ataques no Brasil

CyberwarSegurança

A ESET, especializada em soluções de segurança da informação, fez um estudo sobre ameaças digitais no Brasil que reafirmou o crescimento de ataques com trojans (Cavalo de Troia) bancários no país, além da escalada de infiltrações por CPL (Control Panel Application), um tipo especial de arquivos executáveis, para propagar ameaças. E-mails falsos são a principal

A ESET, especializada em soluções de segurança da informação, fez um estudo sobre ameaças digitais no Brasil que reafirmou o crescimento de ataques com trojans (Cavalo de Troia) bancários no país, além da escalada de infiltrações por CPL (Control Panel Application), um tipo especial de arquivos executáveis, para propagar ameaças.

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E-mails falsos são a principal via de propagação que os cibercriminosos utilizam para fazer com que os usuários rodem, inadvertidamente, malwares. O esquema é formatado para fazer acreditar que o anexo na mensagem é um documento com informação útil.

De acordo com a ESET, entre as principais ferramentas para realizar o ataque estão documentos como um orçamento, fatura ou recibo; informações uma dívida ou situação bancária; documentos digitais usados ​​no Brasil, como boleto bancário ou Nota Fiscal Eletrônica ou supostas fotos, vídeos e arquivos multimídia.

Uma vez que o trojan bancário é executado no equipamento, um cavalo de troia é descarregado de algum servidor e a URL se encontra com o CPL, em formato de texto simples ou criptografado. A partir desse momento, o trojan busca uma forma de persistir no sistema infectado e, em seguida, começa a coleta de dados bancários da vítima. Se as credenciais de acesso estiverem disponíveis, screenshots ou qualquer outra informação bancária serão enviadas para o cibercriminoso.

“Durante a investigação, os especialistas da ESET notaram que o Brasil possui um ecossistema de cibercrime diferente do resto da região da América Latina”, afirma Camillo Di Jorge, Country Manager da ESET no Brasil. “A maneira como as ameaças são desenvolvidas e distribuídas demandam uma dedicação dos cibercriminosos, que geram os seus ataques de forma personalizada, levando em conta as diferentes formas de operações eletrônicas”, diz.

A análise ainda revelou que o Brasil está entre os três países na América Latina onde mais cresce o uso serviços bancários. Além disso, metade dos usuários de redes sociais no país afirmam já terem feito pelo menos uma transação online durante o ano 2013. “Acreditamos que o aumento de transações online estimula os cibercriminosos investirem, ainda mais, esforços em suas campanhas ataque”, finaliza.


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