Microsoft quer limpar loja virtual do Windows

EmpresasEscritórioNegóciosSistemas OperacionaisSoftware

Em preparação ao lançamento do Windows 10, no segundo semestre, a Microsoft vai fazer uma verdadeira faxina para melhorar o estado da loja de aplicativos do Windows. Quem já teve a curiosidade de navegar pela loja, que deveria ser uma das estrelas do Windows 8 e do Windows Phone, já deve ter percebido a quantidade

Em preparação ao lançamento do Windows 10, no segundo semestre, a Microsoft vai fazer uma verdadeira faxina para melhorar o estado da loja de aplicativos do Windows.

width="600"
Windows Store, Alex Washburn

Quem já teve a curiosidade de navegar pela loja, que deveria ser uma das estrelas do Windows 8 e do Windows Phone, já deve ter percebido a quantidade de aplicativos de segunda e terceira disponíveis, além de cópias de apps legítimos e, em alguns casos, versões piratas sem o menor pudor.

É uma situação constrangedora para a Microsoft, que conseguiu ter sua loja mais bagunçada que o Google Play. Agora, pelo jeito, a “farra” acabou.

Redmond agora vai endurecer sua política de publicação na loja virtual para que essa situação nunca mais se repita.

“Vamos identificar os aplicativos que não seguem nossas diretrizes, informando os desenvolvedores dos problemas que detectarmos, e vamos remover os apps que não se enquadrarem,” declarou Bernardo Zamora, gerente de produto da Windows Store no blog oficial da empresa.

Em resumo, a Microsoft vai se livrar na impressionante quantidade de porcarias que poluem sua loja. É finalmente a mudança que o ecossistema Windows pecisava. Até então, para a MS mostrar números, praticamente qualquer um colocava todo o tipo de coisas na loja.

Os preços também serão revistos, para ter mais uniformidade. Hoje, é comum encontrar aplicações e jogos custando até dez vezes mais que similares, o que desestabiliza a percepção do usuário. Em muitos casos, o preço é inflacionado apenas para dar a sensação de valor, quando na verdade pode se tratar de um produto inferior.

As descrições, tags e ícones dos apps também serão revistos, para não confundir os usuários e ajudar na localização de conteúdo relevante. A quantidade de tags não poderá exceder oito palavras. Hoje, existem apps com 30 tags, o que não ajuda muito na indexação.

A Microsoft acordou, antes tarde do que nunca, para o fato de que sua loja era o patinho feio dos sistemas. Inegavelmente a Apple definiu os parâmetros nesse sentido, e não é preciso reinventar a roda para fazer um bom trabalho.

O usuário novato sofre demais para achar qualquer coisa que preste na Windows Store, ao ponto de abandonar a loja e buscar downloads diretos. Limpando a casa, Redmond tem uma boa chance de emplacar sua visão do Windows 10.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor