Verizon anuncia aquisição da AOL por US$ 4,4 bilhões

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Maior operadora de telefonia dos Estados Unidos, a Verizon anunciou a compra 100% da AOL, antiga America Online. O negócio acordado entre as companhias compreende o pagamento de US$ 50 por ação aos investidores, o que soma aproximadamente US$ 4,4 bilhões. Em fato relevante divulgado aos acionistas a tele indica que a compra deve servir

Maior operadora de telefonia dos Estados Unidos, a Verizon anunciou a compra 100% da AOL, antiga America Online. O negócio acordado entre as companhias compreende o pagamento de US$ 50 por ação aos investidores, o que soma aproximadamente US$ 4,4 bilhões.

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Em fato relevante divulgado aos acionistas a tele indica que a compra deve servir à estratégia de melhorar os negócios de vídeos wireless via redes de quarta geração (4G), além de envolver também as plataformas de internet das coisas testadas pela Verizon.

Apesar de ser amplamente conhecida por seus portais de conteúdo, que competem com plataformas como o MSN, da Microsoft e o Huffington Post, adquirido em 2011 pela própria AOL, a companhia gere uma grande divisão de provedores de Internet corporativo e provedores de serviços de Internet (ISP), nicho que chamou a atenção da tele norte-americana.

Com a aquisição, a Verizon passa a comandar vários veículos de comunicação de propriedade da AOL, como os populares blogs de tecnologia TechCrunch e Engadget, os portais de conteúdo Makers e AOL.com, além do Huffington Post e da gestão das franquias com sua marca ao redor do mundo.

Em 2001 a AOL se fundiu com o conglomerado de mídia Time Warner, gerando um dos maiores micos financeiros da história econômica americana. Na época as companhias chamadas pontocom, ou seja, com todos os negócios baseados na internet, faziam muito sucesso, já que os investidores entendiam o potencia do setor de internet, mas ainda não tinham uma estratégia de monetização bem definida.

Com o sucesso de seus produtos, como o discador AOL, as filiais do AOL.com em diversos países do mundo – incluindo Brasil e Portugal – e do webmail AOL, a companhia teve seu valor de mercado superestimado, gerando uma fusão avaliada em mais de US$ 350 bilhões, a AOL pagou mais de US$ 110 bilhões para obter uma parte majoritária de 55% do capital do novo grupo, então batizado de AOL Time Warner.

A concorrência de grandes companhias de internet transformou o Google na potência das buscas e o Yahoo em um dos maiores portais de entretenimento do mundo. Isso fez desmoronar o valor de mercado e o volume de negócios da AOL, demonstrando de modo tardio aos investidores da Time Warner, que a superavaliação da parceira de internet pode ter causado prejuízos de quase US$ 200 bilhões, diluídos nos nove anos de fusão.

Em 2009, com o negócio desfeito, a AOL passou a ser propriedade da AOL Inc, uma companhia independente, na qual a Time Warner tinha mais de 80% das ações. Com quase 6 mil funcionários, a companhia ainda é o principal serviço de internet discada do País, com mais de 2 milhões de assinantes.

Apesar previsão de analistas, que esperam uma queda no total de assinantes ano a ano, o grupo de membros da AOL, que inclui o serviço de internet discada da AOL, gerou US$ 158,7 milhões à companhia no último trimestre de 2012. O número não foi uma exceção. De acordo com informações do Business Insider, a empresa lucra cerca de US$ 600 milhões ao ano com sua internet discada, que ainda é uma das maiores fontes de lucro, entre todas as operações da AOL Inc.

Exemplos de tecnologias concorrentes e algumas até bastante amadurecidas, não faltam. A internet discada da AOL briga com a popular internet de banda larga, a internet de fibra ótica, testada em algumas localidades pelo Google e a internet móvel ultrarrápida, LTE (Long Term Evolution), operada em todo o território norte-americano pelas teles AT&T, T-Mobile, Boost Mobile, Virgin Mobile e Sprint, além da própria Verizon.


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