Vodafone tem alta nas receitas pela primeira vez em 3 anos

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A operadora de telefonia britânica e segunda maior companhia de telecomunicações do mundo divulgou uma elevação de suas receitas trimestrais, a primeira em três anos, em um claro sinal de que o mercado de dispositivos móveis da Europa pode seguir rumo à uma recuperação. A empresa foi fortemente afetada pela redução dos gastos dos consumidores

A operadora de telefonia britânica e segunda maior companhia de telecomunicações do mundo divulgou uma elevação de suas receitas trimestrais, a primeira em três anos, em um claro sinal de que o mercado de dispositivos móveis da Europa pode seguir rumo à uma recuperação.

Vodafone

A empresa foi fortemente afetada pela redução dos gastos dos consumidores nos mercados europeus e pela ampliação da competição na Índia, além de por cortes de preços impostos por reguladores no mundo todo. Ainda assim, em informe à seus investidores, a tele previu crescimento do lucro principal em 2016 em bases orgânicas após sete anos seguidos de declínios, sem especificar o valor previsto em libras esterlinas ou porcentagem.

Isso se segue aos balanços das também europeias, Telefónica e Deutsche Telekom, que também mostraram sinais de melhora gradual, nos mercados europeus. A Vodafone, que tem quase 450 milhões de clientes de serviços móveis em países como Albânia, Irlanda, Catar, Índia, África do Sul e Nova Zelândia, indicou que suas receitas orgânicas de serviços no quarto trimestre de 2014, que desconsideram custos como de aparelhos, teve alta de 0,1%, após 10 trimestres de queda.

Ainda que a estimativa de números globais seja bastante otimista, em uma divulgação de resultados específica para a operação de Portugal não apresentou bons resultados. As receitas em solo luso caíram mais de 13%, mas o presidente-executivo da empresa no país, Mário Vaz, indicou que a companhia deve manter uma posição competitiva naquele mercado.

Apesar do impacto negativo nas receitas de Vodafone Portugal, que caíram 13,2% no ano passado para 771 milhões de libras (€ 1,06 bilhões), a empresa apontou que vai continuar com a política agressiva de preços. A quebra nas receitas e a perda de clientes nas linhas móveis penalizaram as contas da unidade portuguesa, como o próprio grupo admite.

Apesar do crescimento no mercado 4G, com um aumento de 80% na utilização de dados em comparação com os números de 2013, em 2014, a Vodafone perdeu 164 mil clientes e no final de Março, quando termina o ano fiscal da companhia em Portugal, tinha pouco mais de 5 milhões de clientes. Na operação de telefonia fixa, o números se invertem, com um expectativa de fechar o ano fiscal com 330 mil clientes de fibra, o que representa mais de 30 mil novos clientes em 2014.


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