Anúncio tardio de streaming da Apple deve rivalizar com bom momento do Spotify

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A companhia norte-americana indicou que sua plataforma de streaming será lançada globalmente no próximo dia 30. Novidade ocorre na mesma semana em que o sueco Spotify foi avaliado em mais de US$ 8 bilhões. Batizado de Apple Music, o serviço da fabricante do iPhone foi divulgado oficialmente durante conferência anual realizada no início da semana.

A companhia norte-americana indicou que sua plataforma de streaming será lançada globalmente no próximo dia 30. Novidade ocorre na mesma semana em que o sueco Spotify foi avaliado em mais de US$ 8 bilhões.

Apple Music

Batizado de Apple Music, o serviço da fabricante do iPhone foi divulgado oficialmente durante conferência anual realizada no início da semana. Ainda que a aplicação receba como primeiro impulso o acesso à ampla plataforma de smartphones da Apple – com mais de 1 bilhão de usuários ativos – o sistema pode enfrentar resistência, ao chegar quase meia década depois de aplicativos similares.

Concorrentes como o sueco Spotify, o francês Deezer ou mesmo os norte-americanos Google Music, Rdio, Groovesark, Xbox Music, Pandora e Napster já trabalham com uma base total de assinantes avaliada em aproximadamente 700 milhões de pessoas pela consultoria internacional ComScore.

A intenção da Apple é angariar até o final de 2015 pouco mais de 10% disso: 100 milhões de consumidores ativos. A dificuldade em atingir esta meta fica por conta da força que os adversários já conquistaram, sustentada por grandes acordos com gravadoras e artistas, além do tempo de mercado que atrai novos assinantes todos os dias, curiosos para experimentar este tipo de serviço.

Sinal de que o tempo pode ajudar as finanças dos players mais antigos é a avaliação recebida pelo Spotify esta semana. A operadora de telefonia sueco-finlandesa TeliaSonera comprou cerca de 1,4% da empresa, ao custo de US$ 115 milhões.

Isso quantifica o valor total da empresa de streaming em pouco mais de US$ 8 bilhões, uma valor bastante interessante para os planos do serviço, considerando que o Spotify se prepara para uma abertura de capital (IPO) capaz de ampliar seu caixa, movimento que pode ocorrer ainda este ano.

Para o contra-ataque a Apple preparou um cardápio de aproximadamente 30 milhões de canções, ao custo de US$ 9,99 mensais e uma carta, inédita, na manga: compatibilidade com o sistema arquirrival, o Android.

Ainda que nenhum serviço da Apple esteja disponível para os smartphones operados pela plataforma do Google, o Apple Music deverá chegar à essa comunidade, que reúne quase 950 milhões de pessoas ao redor do globo, até o final deste ano.

Para os applemaníacos, o sistema será utilizado em conjunto com a Siri, a assistente pessoal do iPhone. O serviço também deve sugerir músicas com base nas preferências dos usuários e conectar fãs e artistas por meio de uma rede social dentro do aplicativo, assim como o MySpace tentou na década de 2000.


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