Apple faz sucesso na China com apps para iPhone mas ainda precisa convencer usuários a pagar por conteúdo

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A fabricante de Cupertino, na Califórnia (EUA), tem persuadido os programadores chineses a desenvolver cada vez mais aplicativos construídos especificamente para o iPhone, o que ajudou a potência asiática a se tornar o maior mercado de downloads do sistema iOS no último trimestre. O desafio da companhia, no entanto, é convencer os usuários chineses a

A fabricante de Cupertino, na Califórnia (EUA), tem persuadido os programadores chineses a desenvolver cada vez mais aplicativos construídos especificamente para o iPhone, o que ajudou a potência asiática a se tornar o maior mercado de downloads do sistema iOS no último trimestre.

Apple iPhone Becomes Available Through Verizon Wireless

O desafio da companhia, no entanto, é convencer os usuários chineses a pagar pelos softwares móveis, segundo informações da agência Bloomberg. Enquanto a China ultrapassou os Estados Unidos em número total de downloads das aplicações móveis no primeiro trimestre de 2015, os EUA ainda é o maior gerador de receita para os programas, já que os usuários americanos já estão acostumados a pagar pelo conteúdo baixado.

De acordo com o App Annie, portal que monitora os números globais do mercao de apps, a China é “apenas” o terceiro maior faturamento com aplicativos no sistema da Apple em todo o mundo, perdendo para os EUA e para o vice-líder, Japão. O CEO da companhia da maçã, Tim Cook, terá a oportunidade de incentivar os programadores chineses e de outros países na conferência global que a empresa vai realizar na segunda-feira, em São Francisco (EUA).

Convencer os usuários a pagar pelos aplicativos é interessante para a geração de receitas da Apple, mas também interessa muito aos desenvolvedores, que por sua vez são propensos a desenvolver programas para as regiões onde os números de faturamento são robustos. O aumento da participação da China no desenvolvimento de software para a plataforma da Apple ressalta a mudança econômica do ecossistema da empresa.

Cook indica que é apenas uma questão de tempo até que o país, atual líder global de vendas dos produtos da empresa, dobre o número de lojas próprias – as Apple Store, o que deve ocorrer até meados de 2016. As vendas de modelos de iPhone com telas maiores, por exemplo, ajudaram a impulsionar as receitas da Apple na China, o que representou um complemento de aproximadamente 70% nos quatro trimestres do ano passado e fez a China ultrapassar os EUA em total de aparelhos comercializados, pela primeira vez, em 2014.

“Não será um caminho fácil, simplesmente porque não faz parte do hábito dos chineses”, afirmou o analista da consultoria Creative Strategies, à Bloomberg. “As pessoas não vão começar a comprar apps do dia para a noite. Ninguém vai acordar e de repente gastar todo seu dinheiro nisso”, complementou.

Para o CEO da empresa, “os desenvolvedores chineses devem atingir números significativos em número de apps e receitas, ainda este ano”, disse Tim Cook em abril. Os desenvolvedores de aplicativos da Apple receberam mais de US$ 10 bilhões no ano passado e US$ 25 bilhões, desde a estreia da App Store, em 2007. Os profissionais chineses, que criaram 221 mil aplicativos em todo o mundo nos últimos oito anos, receberam cerca de US$ 3,4 bilhões do total descrito acima. A Apple estima que 1,5 milhões de empregos foram criados na China por conta exclusivamente da indústria de aplicativos para iOS.


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