Avanço do Airbnb ainda encontra resistência em grandes metrópoles

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Autoridades do setor imobiliário de grandes cidades como Paris, por exemplo, estão começando a reprimir a hospedagem de turistas oferecida nos moldes do aplicativo Airbnb, sob o argumento de que o crescimento do app está expulsando moradores residentes.

Uma equipe de investigadores está vasculhando a capital francesa, em busca de apartamentos não habitados, com as chances reais de multas avaliadas em até € 25 mil (quase R$ 90 mil). Na guerra de argumentos, pessoas que alugam os propriedades para a estadia de turistas, argumentam que os governos municipais deveriam encontrar uma forma melhor de equilibrar moradia e turismo, já que o Airbnb mudou o mercado.

Nas capitais turísticas de toda a Europa, as promessas e os problemas do Airbnb estão começando a criar choques reais, segundo apuração da edição internacional do jornal Wall Street Journal.

A empresa de hospedagem compartilhada baseada em São Francisco, no estado da Califórnia (EUA), gera mais da metade de sua receita com os negócios no velho continente, depois de abrir uma série de escritórios e se autopromover com sucesso, mostrando uma alternativa em detrimento do turismo hoteleiro.

Mas a “revolução” do modelo proposto pelo app enfrenta a oposição de grandes grupos hoteleiros e autoridades locais, já que a empresa avaliada por investidores em US$ 24 bilhões, pode ameaçar as projeções ambiciosas de lucro.

Segundo apurou o WSJ, em resposta ao avanço positivo de suas vendas, o Airbnb tem cortejado de boa vontade autoridades de governos com ofertas de pagamento de impostos para o segmento de turismo, incentivando novas leis que permitiriam uma regulamentação de suas atividades e encomendando estudos que mostram que o app de fato impulsiona as economias locais.

Embora cidades como Berlim e Barcelona estejam reprimindo o Airbnb com multas e proibições, outras como Londres e Amsterdã aprovaram leis que incorporam a hospedagem compartilhada.

Durante a Copa do Mundo de 2014, o Airbnb ajudou o governo brasileiro a resolver problemas de hospedagem em algumas cidades, como Cuiabá, e agora a empresa é uma das patrocinadoras da Olimpíada de 2016, segundo informação de sua unidade no Brasil, como fornecedora oficial de hospedagem alternativa na cidade do Rio de Janeiro, sede dos jogos.

As questões à respeito do app e de seus usuários, no entanto, ainda não estão resolvidas. Assim como ocorre de modo bastante inflamado com os protestos contra o Uber, aplicativo de caronas pagas, odiado por taxistas.

O mesmo ainda pode ocorrer com o Airbnb, que ainda não identificou sinais de fadiga e irritação dos trabalhadores da cadeia hoteleira internacional. Mas segundo analistas, nada impede que a companhia ainda passe por apuros, quando grandes grupos hoteleiros começarem a demitir os profissionais da indústria, alegando a queda na taxa de ocupação em grandes cidades de todo o mundo.


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