Cade aprova aquisição da Alcatel-Lucent pela Nokia

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições no Brasil a aquisição do controle da fornecedora de equipamentos de telecomunicações francesa, Alcatel-Lucent, por sua concorrente finlandesa, Nokia. A decisão foi oficializada em despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) de ontem. De acordo com a autoridade brasileira responsável por orientar, fiscalizar, prevenir

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições no Brasil a aquisição do controle da fornecedora de equipamentos de telecomunicações francesa, Alcatel-Lucent, por sua concorrente finlandesa, Nokia.

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A decisão foi oficializada em despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) de ontem. De acordo com a autoridade brasileira responsável por orientar, fiscalizar, prevenir e apurar suspeitas de abuso de poder econômico, a operação não apresenta indícios de prejuízos ao ambiente concorrencial, pelo menos aqui no Brasil, onde tem o poder de legislar.

O órgão consultou as operadoras de telefonia brasileiras como Vivo, Claro, TIM, Oi, Nextel, Algar Telecom e Sercomtel, que declararam “inofensibilidade da presente operação quanto ao suprimento dos produtos atualmente fornecidos pelas partes”, citando as concorrentes Huawei, Ericsson, NEC, Stain, Cisco e SIAE como alternativas de fornecedores, sem que para isso a nova empresa, que deve chamar Nokia Corporation, sufoque o mercado.

A Nokia anunciou em abril a compra da Alcatel, em um acordo de troca de ações que avaliou a francesa em aproximadamente €15,6 bilhões, ampliando seu negócio de equipamentos de telecomunicações para competir com a líder, Ericsson.

A fusão resultará na vice-líder no fornecimento de equipamentos para telecomunicações, atrás ainda da gigante sueca. O ranking do setor que era de Ericsson em primeiro lugar com vendas e faturamento, os chineses da Huawei em segundo, Nokia em terceiro, Alcatel-Lucent em quarto e a japonesa NEC com o quinto maior faturamento, para a sueca ainda em primeiro, a nova Nokia na vice liderança, os chineses caindo para o terceiro lugar e a NEC subindo uma posição.

Além da mudança que fortalece a nova Nokia para competir no mercado global, a fusão já rendeu frutos como a abertura de 500 postos de trabalho dedicados a pesquisa na estrutura da Alcatel-Lucent na França, como parte de uma promessa de empregos dadas ao presidente francês, François Hollande, segundo informações divulgadas pelo presidente-executivo da Alcatel, Michel Combes.


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