Deloitte indica que bancos vão entender em breve o valor de CDO e CSO dentro das organizações

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A companhia inglesa de auditoria, consultoria tributária, finanças corporativas e outsourcing indica que além do famoso CIO (Chief Information Office), responsável pela infraestrutura de TI, as posições de CDO (Chief Data Officer) e CSO (Chief Scientist Officer) também precisam ser testadas e implementadas nas organizações do setor financeiro. O líder da divisão responsável por sistemas

A companhia inglesa de auditoria, consultoria tributária, finanças corporativas e outsourcing indica que além do famoso CIO (Chief Information Office), responsável pela infraestrutura de TI, as posições de CDO (Chief Data Officer) e CSO (Chief Scientist Officer) também precisam ser testadas e implementadas nas organizações do setor financeiro.

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O líder da divisão responsável por sistemas analíticos e gestão da informação focado em Instituições de Serviços Financeiros (FSI, na sigla em inglês) e diretor da Deloitte nos Estados Unidos, Jojy Mathew, conversou com a B!T durante a Ciab 2015, maior evento de tecnologia para o setor financeiro da América Latina, encerrada ontem, em São Paulo.

O executivo afirmou que as empresas ainda vão perceber a necessidade de novos profissionais estratégicos em dentro de sua estrutura. Disse também que assim como cinco anos atrás, as companhias discutiam a importância e as atribuições do papel do CIO dentro das organizações. “A discussão era sobre as atribuições e a importância estratégica desse profissional. Perguntas ainda não eram respondidas na época, como ‘quais ganhos a companhia terá com um profissional especializado na estrutura de TI? Qual a estratégia ao institucionalizar isso dentro da companhia?'”, conta ele.

Mathew pontua que essa fase, que serviu para inúmeros debates, já foi superada. “Todos da indústria financeira já entenderam que não basta apenas vender empréstimos, ou simplesmente fornecer financiamentos. Os players desse segmento também precisam, paralelamente a isso, entender que os bancos também são uma empresa de TI, além de core-business”.

De acordo com ele, o entendimento de que o CIO é sim, “imensamente estratégico”, ensejou o próximo passo. “Agora as empresas estão numa outra fase, para questionar ‘como resolver e preparar a estrutura de TI,já que a cada dia precisamos de maiores e melhores protocolos de segurança digital, maiores e melhores sistemas de leitura de dados”. Segundo ele, estruturas preparadas para ambos, são plenamente capazes de salvaguardar o banco de dados e ao mesmo tempo interpretar tudo o que está armazenado ali.

Dessa forma os papéis execercidos dentro da organização por um profissional, ou um time, especializado na infraestrutura de dados – o CDO – e outra parcela de profissionais, com expertise para interpretar e desenvolver sistemas de compreensão da informação, é extremamente importante.

“Pode parecer vanguardista, mas isso ainda não é praticado dentro de organizações com infraestruturas bastante respeitáveis”, afirma. E complementa, “o novo passo precisa ser entendido e implementado pelos bancos e seus fornecedores, até para que todo esse esforço se transforme em algo valoroso para os clientes externos, que não estão inseridos no cotidiano e no funcionamento interna da companhia. A mudança servirá para que os clientes dessas instituições entendam o pioneirismo de um player que saiu na frente e se preparou melhor para atendê-lo”, finaliza.


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