86% da população latino americana deve usar smartphones até 2020

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A Ericsson aponta para um crescimento maior que 100% na comunidade de smartphones até 2020, alcançando mais de 603 milhões de aparelhos na América Latina e no Caribe. Além disso, um estudo da companhia prevê também que nos próximos cinco anos 86% de todo o tráfego de dados móveis demandado na região virá de smartphones

A Ericsson aponta para um crescimento maior que 100% na comunidade de smartphones até 2020, alcançando mais de 603 milhões de aparelhos na América Latina e no Caribe. Além disso, um estudo da companhia prevê também que nos próximos cinco anos 86% de todo o tráfego de dados móveis demandado na região virá de smartphones e 78% disso, internet de quarta geração (4G).

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A parcela de pessoas que já usam redes de 3G e 4G somam quase 40% de todos os usuários, número que deve passar os 90% na virada para a próxima década. As descobertas são resultado do Relatório de Mobilidade desenvolvido pela Ericsson e publicado hoje, mostra que o crescimento em mercados maduros é resultado do aumento no número de dispositivos por indivíduo, em todo o mundo.

Especificamente nas regiões em desenvolvimento, o aumento do tráfego advém de grande quantidade dos novos assinantes, à medida que os smartphones tornam-se mais acessíveis. Na América Latina, serão somados em cinco anos mais 330 milhões de aparelhos ao total atual. O contínuo aumento dos smartphones leva, claro, ao crescimento acelerado no uso de dados. A previsão é que a demanda por internet em smartphones aumente cerca de sete vezes de 2014 a 2020. O uso de dados médio mensal por dispositivo na região da América Latina deve crescer dos 0,8 GB atuais para 3 GB, no período.

Para o vice presidente de estratégia e marketing da Ericsson para América Latina e Caribe, John Yazlle, o crescimento nas tecnologias móveis avançadas e no uso de dados – o que tem potencial para impulsionar uma onda de conectividade móvel em smartphones – fará com que a grande revolução de dados atual se pareça com o surgimento do disquete. “Vemos potencial para transformação em massa, trazendo diversas oportunidades de obtenção de novas receitas para operadoras de telecomunicação e outras empresas”, diz.

Mas isso, no entanto, exige um maior foco em eficiência financeira e abertura de novos modelos de negócios, “não só para que seja possível manter-se ativo frente a concorrência como também eficiente”, complementa o executivo. Ainda de acordo com Yazlle, uma variedade cada vez maior de aplicativos e modelos de negócios, junto com a queda no custo dos modems, são fatores essenciais para alavancar o crescimento de dispositivos conectados. Dessa forma, novos casos de uso surgem para aplicativos de curta e longa distância, levando a um crescimento ainda maior dos dispositivos conectados a partir de agora.

A cada ano, até 2020, o tráfego de vídeo móvel crescerá a uma média de 55% por período. O crescimento é fortemente impulsionado pela mudança das preferências dos usuários por serviços, por exemplo, de streaming de vídeo e pelo domínio cada vez maior de vídeos em conteúdo online, incluindo notícias, propagandas e mídias sociais.

Ao observar o consumo de dados em mercados de banda larga móvel avançada, as descobertas mostram a geração de uma proporção considerável de tráfego por um número limitado de assinantes. Esses usuários que utilizam dados de forma intensa representam 10% do total de assinantes, mas geram 55% do tráfego total de dados. O vídeo é dominante entre esses usuários, que geralmente assistem a uma hora de vídeo por dia, ou seja, 20 vezes mais que um usuário comum.

O relatório de mobilidade da Ericsson compartilha dados de previsões e análises sobre tráfego móvel, assinaturas e comportamento dos consumidores para oferecer informações sobre tendências atuais do tráfego e do mercado na sociedade conectada. A empresa realiza medições de tráfego regulares em mais de 100 redes ativas das principais regiões do mundo. As medições detalhadas são realizadas em um número específico de redes comerciais do tipo 3G Wide-Band Code-Division Multiple Access (WCDMA) e High Speed Packet Access (HSPA), além da 4G, Long Term Evolution (LTE) com o intuito de detectar padrões de tráfego diferentes.


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