Dish Network e T-Mobile podem criar gigante móvel nos EUA

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A junção das operações entre a operadora de TV via satélite norte-americana, com a operadora móvel alemã e quarta maior tele dos EUA pode fazer frente à grandes operações do setor nos últimos meses como a aquisição da DirecTV pela Comcast e a compra da Time Warner Cable pela Charter Communications. Segundo o Wall Street

A junção das operações entre a operadora de TV via satélite norte-americana, com a operadora móvel alemã e quarta maior tele dos EUA pode fazer frente à grandes operações do setor nos últimos meses como a aquisição da DirecTV pela Comcast e a compra da Time Warner Cable pela Charter Communications.

Dish Network Headquarters 4

Segundo o Wall Street Journal, agora parece real a conclusão de um negócio que envolva o presidente da Dish Network, Charlie Ergen, uma vez que ele é notoriamente um difícil negociador, já que “nunca parece estar pronto para assinar uma acordo final”, indicam executivos que acumularam insucessos ao tentar uma fusão com a companhia liderada pelo bilionário de 62 anos.

Entre as candidatas que não obtiveram êxito, estão DirecTV, Sprint Nextel e Clearwire. Agora que Ergen está chegando às conversas finais para uma união com a T-Mobile, em uma transação avaliada em mais de US$ 57 bilhões – incluindo dívidas – os investidores envolvidos com as duas companhias estão agora se perguntando se desta vez realmente saíra um acordo, capaz de acelerar a onda de consolidação nos setores de mídia e telecomunicações dos Estados Unidos.

Motivos para aceitar os termos do movimento Ergen parece ter aos montes, ainda segundo o WSJ. Ele passou os últimos anos acumulando um conjunto de licenças de celular avaliadas na casa dos US$ 60 bilhões, segundo levantamento feito pela consultoria New Street Research. Mas ainda que mantenha ativos de tamanha magnitude em seu colo, a Dish não pode usar todo esse espaço de banda para oferecer serviços a clientes sem uma rede de telefonia celular.

Começar uma operadora do zero não é uma opção, já que poderia custar dezenas de bilhões de dólares e enfrentar a concorrência de menos seis operadoras, em todo o território dos EUA, como a líder do mercado, Verizon Wireless, a vice-líder em número de assinantes, AT&T, a terceira colocada, Sprint Nextel, seguida pela T-mobile e pelas nanicas Virgin Mobile America e Boost Mobile. E além de todos esses argumentos, mesmo assumindo so débitos acumulados pela operadora móvel, a Dish Network também avalia o sucesso que a T-Mobile obteve em relação à adesão de novos clientes nos últimos seis trimestres, o que teria feito sombra ao mesmo movimento dentro das gigantes Verizon e AT&T.

A opção mais lógica seria juntar forças com a T-Mobile, dona da quarta maior base de clientes. Como benefício adicional, a Dish ainda ganharia um canal para o segmento de banda larga, num momento em que serviços baseados na internet se tornam essenciais para o mercado de mídia e telecomunicações, por conta do crescimento geométrico dos serviços de streaming de players, o que inclui o popular Netflix e concorrentes como HBO Now, Hulu e Amazon Instant Video.

Os dois lados já teriam concordado com a estrutura da nova empresa combinada, na qual Ergen seria o presidente do conselho de administração e o líder da T-Mobile, John Legere, assumiria o cargo de diretor-presidente. As empresas ainda teriam que definir detalhes como o preço de aquisição e a proporção do pagamento quitada em dinheiro e ações. O banco Wells Fargo estima que a Dish poderia pagar US$ 45 por ação, numa oferta que avaliaria a T-Mobile em quase US$ 58 bilhões, incluindo suas dívidas.

Analistas dizem que a negociação agora tem maiores chances de ser concluída, principalmente por conta das opções de Ergen, que a cada fusão se tornam mais limitadas. Com o tempo acabando, alguns possíveis candidatos já estão comprometidos com suas próprias fusões bilionárias, enquanto outros sofreram resistência dos reguladores americanos como a Federal Communication Commission (FCC), por já se tratar de operações consideradas grandes demais.


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