Google revela esqueleto dos seus data centers

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A Google revelou pela primeira vez a tecnologia que alimenta os seus centros de dados. Foi durante o Open Network Summit, que decorreu entre 14 e 18 de junho na Califórnia, que o colosso tecnológico desvendou um dos seus segredos mais bem guardados. O Google sempre foi muito discreto em relação à sua infraestrutura. No

A Google revelou pela primeira vez a tecnologia que alimenta os seus centros de dados. Foi durante o Open Network Summit, que decorreu entre 14 e 18 de junho na Califórnia, que o colosso tecnológico desvendou um dos seus segredos mais bem guardados.

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O Google sempre foi muito discreto em relação à sua infraestrutura. No entanto, numa publicação no seu blog, a empresa disse que durante a cimeira iria, pela primeira vez, “desvendar os detalhes de cinco gerações da sua tecnologia de rede interna”.

O diretor técnico para a área de networking da Google, Amin Vahdat, disse que, quando o Google começou a dar os primeiros passos na área dos centros de dados, ninguém ainda desenvolvera equipamentos que fossem ao encontro das suas necessidades de computação e armazenamento, razão pela qual a empresa veio a desenvolver seu próprio software e hardware de rede.

Vahdat afirma que a companhia recorre a protocolos de networking modificados que se adaptam aos seus centros de dados, em detrimento de protocolos padronizados.

Quanto à arquitetura propriamente dita, o Google diz que a sua rede foi concebida em torno de um CLOS (Common Lisp Object System), uma configuração de rede que permite agregar vários pequenos switches – também menos dispendiosos – de forma a disponibilizarem as mesmas funcionalidades de um switch bastante maior.

A empresa escreveu ainda, no seu blog, que utiliza um controle centralizado de software para gerir milhares de switches integrados nos centros de dados, fazendo-os operar como um só.

E afirmou, também, que o software e hardware dos seus data centers são produzidos internamente, e não dependem tanto de protocolos de Internet padronizados, apoiando-se mais fortemente em modelos especialmente adaptados ao centro de dados.

“O nosso controle de rede tem mais em comum com as arquiteturas de computação distribuída do Google do que com os tradicionais protocolos de Internet centrados em routers”, comenta Amin Vahdat. “Pode-se até dizer que há uma década que distribuímos e usufruímos dos benefícios da Software Defined Network (SDN) no Google”.

*Filipe Pimentel é jornalista da B!T em Portugal.


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