HP aceita pagar US$ 100 milhões para extinguir ação coletiva

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A Hewlett-Packard decidiu esta semana que vai pagar US$ 100 milhões para encerrar um processo originado na aquisição da desenvolvedora de softwares britânica, Autonomy, em 2011. A holandesa PGGM, que mantinha participação na empresa comprada, foi a principal reclamante na disputa iniciada em 2012. A quitação da quantia será entregue em dinheiro a um fundo

A Hewlett-Packard decidiu esta semana que vai pagar US$ 100 milhões para encerrar um processo originado na aquisição da desenvolvedora de softwares britânica, Autonomy, em 2011.

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A holandesa PGGM, que mantinha participação na empresa comprada, foi a principal reclamante na disputa iniciada em 2012. A quitação da quantia será entregue em dinheiro a um fundo independente, como forma de compensação aos acionistas que sentiram-se afetados.

A HP arrematou a Autonomy após meses de negociações, por aproximadamente US$ 11 bilhões. o problema teve incício um ano após o anúncio, quando a gigante diminuiu a quantia à ser paga para cerca de US$ 2,2 bilhões, alegando que descobrira quase US$ 8,8 bilhões em prejuízos contábeis não declarados.

Além disso as receitas da Autonomy tiveram uma queda imediata no primeiro de nova administração e em novembro de 2012 a HP apontou diversas irregularidades administrativas não esclarecidas no acordo de compra. Os diretores da Autonomy negaram a acusação, mas os papéia da HP caíram vertiginosamente naquele ano, para a maior baixa das ações da companhia em 10 anos.

Para justificar a ação judicial, os advogados do PGGM informaram que a direção da HP afetou investidores indevidamente no processo de aquisição. O fundo de pensão decidiu prosseguir com um processo contra a gigante norte-americana porque “quis enviar um sinal para empresas de que elas não podem enganar os investidores com impunidade”, afirmou um comunicado emitido pelo fundo.

A HP não admite quaisquer irregularidades. “Embora a Hewlett-Packard acredite que a ação não possua mérito, é desejável aos nossos acionistas resolver o caso, já que um litígio maior seria oneroso e demorado”, informou a empresa sobre a nova decisão.


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