IBM investe em aquisição e pesquisa para brigar com rivais no mercado de Nuvem

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A gigante norte-americana indicou que vai expandir os serviços de rede disponíveis por meio de sua tecnologia de nuvem, SoftLayer, numa clara tentativa de ganhar tempo na disputa pelo mercado mundial de cloud computing.

Segundo informações da agência Bloomberg os pesquisadores e engenheiros da IBM passaram a fazer viagens regulares para a sede da parceira, SoftLayer, em Dallas, estado do Texas (EUA), para traçar novos planos para seus produtos e aperfeiçoar o know-how de seus profissionais sobre a operação da divisão de nuvem

Tudo isso, porque a ampliação das receitas nesta área é fundamental para a IBM. A empresa tentou impulsionar as vendas para operações como computação em nuvem e análise de dados, mas isso não foi o suficiente para compensar o declínio nas operações de divisões de serviços e hardware e perda de receita, fruto de desinvestimentos.

A iniciativa ocorre quase dois anos após a compra da SoftLayer pela companhia sediada na cidade de Armonk, em Nova York (EUA), um negócio avaliado em cerca de US$ 2 bilhões, tudo pensado para ajudar a IBM a competir contra rivais igualmente gigantes como o Google, a Microsoft e Amazon.

A SoftLayer é essencialmente a base da infraestrutura para operações de cloud da IBM. Após a aquisição a IBM fechou grande parte de seus serviços de computação em nuvem, terceirizando alguns clientes com a companhia recém adquirida.

A operação da companhia planeja lançar recursos em 2016 para dar aos clientes maior flexibilidade e controle sobre a conexão de redes inteiras de computadores dentro de nuvem da IBM. Os clientes serão capazes de realocar endereços de internet dos computadores, migrar uma carga de trabalho de uma máquina para outra enquanto ele está em execução e personalizar a estrutura de suas redes.

Isso pode ajudar a fechar uma lacuna tecnológica com rivais como o Google, Microsoft e Amazon, todos os quais foram lavrados recursos para desenvolvimento em nuvem.

A SoftLayer também planeja abrir um centro de dados em São Paulo e estuda a possível inauguração de uma base localizada na Índia. Segundo executivos da IBM ouvidos pela Bloomberg, esses movimentos permitirão que o direcionamento dos clientes de maior dimensão seja muito mais fácil e rápida, quando comparada à época antes da aquisição.


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