Intel acerta aquisição de Altera por US$ 16,7 bilhões

EmpresasNegócios

A companhia norte-americana concordou em comprar a Altera, fabricante de semicondutores, especializada em componentes eletrônicos para chipsets. A compra é estratégica, já que a Intel quer defender seu crescimento nesta área, principalmente para o negócio de processadores para servidores. Com o movimento de duas gigantes da indústria de componentes e semicondutores Avago Technologies, que adquiriu

A companhia norte-americana concordou em comprar a Altera, fabricante de semicondutores, especializada em componentes eletrônicos para chipsets. A compra é estratégica, já que a Intel quer defender seu crescimento nesta área, principalmente para o negócio de processadores para servidores.

intel fachada 3

Com o movimento de duas gigantes da indústria de componentes e semicondutores Avago Technologies, que adquiriu a concorrente Broadcom por de US$ 36 bilhões, a Intel entendeu que também precisava de algum ativo nesta seara, já que todas as companhias aqui citadas são seus fornecedores.

Com o acordo, avaliado em quase US$ 17 bilhões, os acionistas da Altera receberão US$ 54 por ação, valor muito similar ao preço que a empresa havia rejeitado em abril, durante uma rodada anterior de conversas. O preço é aproximadamente 56% mais elevado do que os papéis da Altera negociados em bolsa, antes do periódico The Wall Street Journal relatar as primeiras conversas para um possível acordo entre as empresas, no final de março.

A Intel disse em comunicado que planeja financiar a aquisição com uma combinação de pagamento em dinheiro e cobertura das dívidas de sua adquirida. A companhia espera que o acordo possa ser concluído no prazo de seis a nove meses e que a nova operação adicione receitas ao seu lucro – excluindo itens específicos e fluxo de caixa livre – no primeiro ano após a conclusão da fusão da Altera à sua estrutura.

As empresas já eram tradicionais parceiras, já que a Altera fornece semicondutores para a fabricação de processadores de alta capacidade, para embarcar em laptops, desktops, smartphones e tablets. A empresa de semicondutores é avaliada pelos analistas financeiros dos EUA como um caminho para a Intel proteger seu negócio mais próspero, que é a venda de chips para linhas de storage que equipam servidores ao redor do mundo, um mercado que gerou mais de metade do lucro operacional da gigante no trimestre encerrado em março.

As empresas que fabricam equipamentos de storage como Dell, HP e EMC, utilizam processadores Intel comumente manufaturados com componentes da Altera e a Xilinx, rival com quem a Intel também deve trabalhar para acelerar o desenvolvimento da linha de processadores para servidores, ainda que a empresa tenha a partir de agora sua fonte interna de tecnologia, para responder ao exponencial crescimento deste mercado.

Todo o interesse, é porque a fabricante de processadores detém mais de 90% do market-hare de processadores de servidores e não quer correr o risco de baixar essa margem para concorrentes como a californiana AMD, sua arquirrival no mercado de PCs.

Segundo informações atualizadas da agência de notícias financeiras Dow Jones Newswires, durante o pregão de hoje na bolsa eletrônica Nasdaq as ações da Intel até o meio do dia caíram quase 1,4%, para US$ 33,99, enquanto as da Altera subiram mais de 6%, para US$ 51,80.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor