Presidente do Conselho da Telecom Italia nega conversas com a Vivendi

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O líder do conselho de administração da operadora italiana, Giuseppe Recci, afirmou hoje à imprensa do país europeu que não existiram contatos entre a tele e o industrial francês Vincent Bolloré, chairman e chefe do conselho de administração da Vivendi. A negativa foi divulgada para rechaçar quaisquer especulações a respeito de um movimento orquestrado entre

O líder do conselho de administração da operadora italiana, Giuseppe Recci, afirmou hoje à imprensa do país europeu que não existiram contatos entre a tele e o industrial francês Vincent Bolloré, chairman e chefe do conselho de administração da Vivendi.

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A negativa foi divulgada para rechaçar quaisquer especulações a respeito de um movimento orquestrado entre a Vivendi e operadora sediada em Roma, com a intenção de que o grupo francês de mídia aumente ainda mais sua participação acionária na tele. Desde o início desta semana foi ventilada pelos jornais europeus a notícia que a Vivendi – prestes a se tornar acionista majoritária da proprietária da TIM Brasil – aumentasse a fatia nos papéis italianos, além dos atuais 8,3%.

Rumores davam conta de que a parcela dos franceses poderia chegar aos 15% de participação, o que “ainda dependeria da aprovação nos conselhos da Vivendi, para liberação do pagamento e da Telecom Italia, para aprovação de um movimento tão significativo”, indicou a agência de notícias Euronews, na segunda-feira.

Giuseppe Recci descartou também qualquer chance de Bolloré, também maior acionista da Vivendi, estar presente na próxima reunião do Conselho da Telecom Italia, marcada para o dia 26 de junho. “Há ocasiões certas para encontrar acionistas e uma reunião do conselho não é a melhor oportunidade para isso”, afirmou o executivo.

A tele italiana está sob bombardeio de gigantes do segmento na Europa, uma vez que o setor passa por um período de grande consolidação naquele continente. Além da concorrência que poderá enfrentar por parte da britânica Vodafone – já que a empresa inglesa deseja passar uma rede de fibra ótica por todo o território italiano – e da francesa Orange, que demonstrou o desejo de assumir o controle da Telecom Italia, para dar cabo de seus planos, que miram uma atuação mais forte em redes móveis de regiões ibéricas, em Espanha e Portugal, além do território italiano.


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