Qualcomm quer vender espectro no Reino Unido

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A fabricante de chipsets baseada em San Diego, Califórnia (EUA), sinalizou ao mercado de telecomunicações do continente europeu que um pedaço do espectro que a empresa mantém na Grã-Bretanha está à venda. O ativo pode ser alvo de oferta por parte das operadoras de redes móveis em toda a região, já que o continente passa

A fabricante de chipsets baseada em San Diego, Califórnia (EUA), sinalizou ao mercado de telecomunicações do continente europeu que um pedaço do espectro que a empresa mantém na Grã-Bretanha está à venda.

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O ativo pode ser alvo de oferta por parte das operadoras de redes móveis em toda a região, já que o continente passa por um período de consolidação. A corrida das empresas por mais capilaridade nos países daquela região é motivada pelo crescimento exponencial da base de assinantes europeus, esperado até 2020.

A Qualcomm informou que planeja repassar o espectro conhecido como L-Band. “A Qualcomm Reino Unido Spectrum, subsidiária da Qualcomm detentora dos direitos sobre a Banda L no Reino Unido confirma que colocou parte do ativo à venda”, informou a companhia em comunicado oficial.

As operadoras móveis daquela região atravessam um período de transição e se encontram sob forte pressão para atualizar as redes. Isso porque a demanda dos clientes também sobe à medida que o consumo de internet dos usuários aumenta com acessos a conteúdo online como redes sociais, músicas, fotos e vídeos.

Alguns movimentos por parte das teles puderam ser observados nos meses de abril, maio e junho. No período a inglesa EE, propriedade conjunta da francesa Orange e da alemã Deutsche Telekom foi vendida ao British Telecom Group. A própria Orange anunciou na última semana que estuda aquisição da Telecom Italia, com a intenção de aumentar suas bases no oeste da Europa.

Já a britânica Vodafone, além de comprar a compatriota O2, propriedade da espanhola Telefónica, afirmou publicamente que trocará ativos com a Liberty Group – braço europeu da norte-americana DirecTV – também para atacar os mercados de Itália, Portugal e Espanha, mas neste caso, apenas no nicho de serviços de comunicação fixa, como internet, telefonia e TV por assinatura.

A Qualcomm não explicou se a venda do espectro para o mercado de telecomunicações tem alguma correlação com as mudanças envolvendo concorrentes diretas na última semana. Assim como o mercado europeu de telecomunicações, os players de semicondutores parecem estar se movimentando para atacar seu mercado.

A Avago, fabricante de Hong Kong, surpreendeu todas as companhias que manufaturam o mercado de eletroeletrônicos no mundo, ao anunciar a aquisição da norte-americana Broadcom, numa operação avaliada em quase US$ 37 bilhões. Com uma diferença de poucos dias, a Intel, maior fabricante de processadores para servidores do planeta, confirmou a aquisição da Altera, por cerca de US$ 16,7 bilhões.

Ao mesmo tempo, a própria Qualcomm divulgou perspectivas negativas em relação ao faturamento do primeiro trimestre, com estimativa de queda nos números, impactados negativamente pelas vendas de seu carro-chefe, a família de chipsets Snapdragon.


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