Roteador é ponto crucial na segurança digital

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Equipamento indispensável no estilo de vida conectado, o roteador representa o tipo de vulnerabilidade que a maioria dos usuários nem desconfia. E um problema de segurança que começa em casa facilmente pode ganhar grandes proporções, chegar à empresa e comprometer muito a privacidade e a segurança da pessoa e de quem está por perto. Não

Equipamento indispensável no estilo de vida conectado, o roteador representa o tipo de vulnerabilidade que a maioria dos usuários nem desconfia. E um problema de segurança que começa em casa facilmente pode ganhar grandes proporções, chegar à empresa e comprometer muito a privacidade e a segurança da pessoa e de quem está por perto.

wi-fi roteador

Não é necessário ser nenhum gênio da tecnologia para começar a causar problemas. Qualquer pré-adolescente, com o mínimo de conhecimento tecnológico, já consegue entrar em quase todos os roteadores domésticos do mercado e modificar os parâmetros de rede, causando dor de cabeça no dono do equipamento. Claro, se esse for bem descuidado.

A primeira coisa a se fazer com um roteador é mudar o usuário e senha. É uma coisa mais do que óbvia, mas a maioria não cuida desse detalhe simples. Aí, é porta aberta para quem quiser.

Ter seu Wi-Fi desconfigurado é o menor dos problemas. Com acesso ao roteador, um usuário com conhecimento técnico pode espionar com segurança todos os seus passos na internet, tendo acesso total a seus hábitos de navegação.

A coisa fica mais complicada quando entra em ação um hacker experiente. Hackers de má fé encontraram formas de usar malwares de alteração de “Domain Name System” (DNS) que podem transformar o mais simples roteador em uma ferramenta em esquemas e campanhas criminosas.

O malware é utilizado para mexer com as configurações de DNS do roteador. Com acesso direto, o hacker só precisa mudar o DNS.

Em casos onde os usuários tentam acessar sites bancários legítimos ou outras páginas definidas pelos atacantes, o DNS pirata os direciona para versões maliciosas dos sites citados. Isso permite que os cibercriminosos roubem as credenciais de conta dos usuários e senhas.

O Brasil é o país que apresenta o maior número deste tipo de site malicioso – 88% do total – seguido por Estados Unidos e Japão.

O pior é que nem dá para saber se o site por onde se está navegando é confiáveis ou se é uma cópia. A única garantia é blindar o roteador contra esse tipo de ataque.

Para prevenir esses ataques e outros com foco nos roteadores, a recomendação é não clicar em anexos de e-mail (que podem trazer o malware que altera o roteador), usar senhas fortes para todas as contas de usuário, modificar o IP padrão do roteador e, mais importante, desabilitar os recursos de administração remota.

Sem a administração remota, o roteador só poderá ter suas configurações modificadas localmente, com uma máquina fisicamente ao lado do aparelho, inviabilizando o golpe. É muito menos cômodo, mas a segurança compensa.


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