Smartphones vendem 33% mais no 1º trimestre do ano

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A comercialização dos aparelhos no País somou mais de 14 milhões de unidades no período. A alta representa um adicional de quase um terço, na comparação com as vendas do mesmo período do ano passado, conforme dados divulgados pela IDC Brasil. A consultoria indica que o número ficou acima da projeção inicial, que previa a

A comercialização dos aparelhos no País somou mais de 14 milhões de unidades no período. A alta representa um adicional de quase um terço, na comparação com as vendas do mesmo período do ano passado, conforme dados divulgados pela IDC Brasil.

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A consultoria indica que o número ficou acima da projeção inicial, que previa a saída de aproximadamente 13,5 milhões de telefones inteligentes durante a primeira parte do ano. Nos próximos meses, a empresa entende no entanto, que deve haver desaceleração por conta da baixa atividade econômica em todo o País, o corte de oportunidades de trabalho e a alta do dólar, que encarece o preço até dos aparelhos fabricados por aqui.

Nos três primeiros meses do ano também foram vendidos 1,2 milhão de feature phones, o que representa uma queda de 54% na comparação anual, volume já esperado pela indústria, uma vez que parte dos usuários estão migrando dos aparelhos mais simples para equipamentos sofisticados. Segundo a consultoria, pouco mais de 45% da população fechou 2014 com feature phones.

O levantamento apontou ainda que os preços dos celulares da gama intermediária (mid-range) ficaram de R$ 30 a R$ 60 mais caros, enquanto os tops de linha tiveram sobrepreço de R$ 100 a R$ 200 reais, responsabilidade, sobretudo, da alta do dólar. Isso ocorre porque mesmo quando o aparelho têm fabricação 100% nacional, partes imprescindíveis de sua estrutura como a memória, o processador e a bateria, são exportadas de modo fragmentado de grandes países fornecedores, como a China, o Japão e a Coreia do Sul.

Outra constatação da pesquisa é que as operadoras estão oferecendo menos subsídios para o consumidor, já que estes cada vez mais deixam de lado a compra direta nas lojas das teles, para aderir ao varejo independente em pontos de venda físico e virtual.

Para o restante do ano, a IDC previa, em 2014, vendas de 63,5 milhões de smartphones. Por conta ainda da crise econômica e todos os fatores desfavoráveis ao consumo, a expectativa foi revista para baixo, em torno de 58 milhões de aparelhos.


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