Taxistas param Paris em protesto contra Uber

Regulação

A capital francesa foi palco de violentos protestos contra o Uber semana passada. Carros que fazem parte do serviço foram bloqueados, perseguidos e virados de cabeça para baixo, impedindo vias. Os motoristas do Uber foram atacados por taxistas, que os arrancaram dos veículos e até os obrigaram a tirar os pneus dos carros, que foram usados para compor barricadas, em alguns casos, em chamas.

O levante dos taxistas bloqueou as principais vias de Paris, interrompendo o acesso para dentro e fora da cidade, inclusive para os aeroportos Charles de Gaulle, Orly e Roissy.

O protesto mobilizou a polícia francesa, que precisou garantir o acesso da população às estações de trem, que por um período foram interditadas, colocando a capital em caos absoluto.

O alvo dos taxistas é o serviço UberPop, que está em Paris desde 2011 e se expandiu para outras cidades. Para os profissionais, trata de uma violação à lei que impede a atividade de táxis clandestinos. Em Outubro passado, o serviço de transporte privado foi alvo de uma lei que proíbe a utilização pública de veículos conduzidos por motoristas não registados. O Uber contestou a decisão e enfrenta uma batalha legal desde então.

Os protestos são justificados pelos taxistas como uma forma de demonstrar ao governo francês sua revolta com a ineficácia em impedir o Uber de operar. As imagens dos protestos rodaram o mundo, ganhando uma dimensão, segundo os taxistas, desejada. Para a categoria parisiense, o serviço fere a profissão e o ato teve o objetivo de levar isso a público.

Recentemente, São Paulo foi palco de protestos, muito mais pacíficos. Mais que proibir, o que deve haver por parte do governo é a regulamentação e o entendimento que surgiu uma nova categoria de serviços impulsionada pela tecnologia e pela necessidade do consumidor.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor