Usina de Itaipu testa primeiro avião elétrico tripulado da América do Sul

InovaçãoProjetosSetor PúblicoTecnologia Verde

O complexo gerador de energia elétrica localizado no estado do Paraná realizou no início da semana testes com a aeronave batizada de “Sora-e”.

O experimento foi apontado pela Usina como “o primeiro avião elétrico tripulado da América do Sul”, ocorrido em Hernandarias, cidade no leste do vizinho, Paraguai. O avião, com espaço para o piloto e um acompanhante, é movido à baterias que fornecem energia elétrica e possuem autonomia de uma hora e meia de voo.

A aeronave, com oito metros de comprimento, pesa 650 kgs. Sua estrutura foi completamente produzida em fibra de carbono e pode alcançar uma velocidade de cruzeiro de 190 km/h, com um aceleração máxima de 340 km/h.

“Para Itaipu é um avanço enorme. Estamos sempre pesquisando e tentando desenvolver veículos elétricos que tenham uma autonomia maior”, afirmou o engenheiro do setor de mobilidade sustentável da Usina de Itaipu, Salim Morínigo.

A empresa investiu cerca de US$ 90 mil no desenvolvimento do protótipo, custo bastante inferior ao preço praticado pelo mercado para aeronaves semelhantes, em torno de US$ 900 mil.

O diretor-geral de Itaipu, Jorge Samek, afirmou em entrevista à agência de notícias EFE que o avião reforça o compromisso do Paraguai e do Brasil no desenvolvimento de tecnologias limpas, sem impacto para o meio ambiente. “Itaipu já é referência na área de mobilidade elétrica sustentável com carros, ônibus e sistemas inteligentes para monitoração. Agora também se torna referência no setor aeronáutico”, ressaltou.

O avião “Sora-e” foi desenvolvido por um convênio entre a empresa de aviação ACS, vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, e Itaipu, que já trabalharam em conjunto para a produção do Programa de Veículo Elétrico (PVE).

Itaipu é atualmente a segunda maior usina hidrelétrica do mundo, com uma potência instalada de 14 mil megawatts (MWe). Desse total o Paraguai aproveita 10%, apesar ter direito à metade. O restante é vendido diariamente ao Brasil.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor