Venda da operação brasileira já não é mais assunto proibido para Nextel

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A operadora de telefonia que se desfez de operações em países como Chile e México havia indicado que seu principal foco na América latina seria nos negócios brasileiros, justamente porque somos uma das operações mais rentáveis da companhia. Contrariando, no entanto, a certeza de que a operação brasileira não seria posta à venda, o presidente

A operadora de telefonia que se desfez de operações em países como Chile e México havia indicado que seu principal foco na América latina seria nos negócios brasileiros, justamente porque somos uma das operações mais rentáveis da companhia.

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Contrariando, no entanto, a certeza de que a operação brasileira não seria posta à venda, o presidente da operadora no país, Gokul Hemmady, informou em entrevista à agência Reuters que a tele deve ampliar sua atuação no mercado nacional, principalmente no sudeste, onde enxerga grande potencial para angariar novos usuários. Ainda assim, uma possível venda não está totalmente fora da mesa, dependendo principalmente da quantia. Hemmady foi categórico quanto a isso: “tudo pode ser vendido”.

Controlada pela norte-americana NII Holdings – que nas próximas semanas deve sair da recuperação judicial nos Estados Unidos – o líder da Nextel Brasil informou que na próxima semana a empresa deve lançar novos planos de voz e dados, com os quais espera ser mais competitiva principalmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, seus principais mercados no país, com foco específico no segmento pós-pago. “O Brasil é altamente competitivo”, disse o executivo à Reuters. “Há conversas sobre consolidação no mercado, mas não estamos focados nisso. Estamos num caminho de executar planos e ganhar participação.”

A NII Holdings chegou a ter operações em outros quatro países da América Latina, sendo eles a Argentina, o Chile, o Peru e o México, mas após uma série de desinvestimentos, restam somente os ativos no Brasil e na terra dos hermanos. A meta é vender a operação no país vizinho ainda este ano. “Não temos intenção de vender nossa operação por aqui. Saímos de cinco países e agora estaremos em um só, após vendermos a Argentina. Isso não foi acidente, foi pensado, faz parte de toda uma estratégia”, explica o presidente.

Sem divulgar números, Hemmady afirmou que a Nextel pretende intensificar os investimentos no Brasil, tanto em rede de infraestrutura como em publicidade, e que boa parte dos recursos captados na recente venda das operações no México para a AT&T, por US$ 1,8 bilhão, virá para o País.

Pelos dados de abril divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Nextel é a quinta maior operadora do país em acessos móveis, mas com participação de apenas 0,67%. A quarta maior, Oi, tem 17,68%. Considerando apenas o mercado pós-pago, a empresa tem 11% e 7% de participação nos mercados fluminense e paulista, respectivamente.

Entre os novos planos que serão lançados semana que vem, a ideia é aumentar essa fatia ao combinar pacotes de dados de 2 GB, 5 GB ou 10 GB com pacotes de voz de 50, 500 ou 2,5 mil minutos para qualquer operadora, com preços variando entre R$ 109,99 e R$ 259,99. Atualmente, a Nextel oferece planos fixos de minutos e dados sem combinações.

Sobre a incursão na tecnologia de redes 4G, a Nextel atualmente opera somente no Rio de Janeiro e pretende lançar o serviço também em São Paulo. Mas para isso terá de comprar espectros da frequência 1,8 GHz, que devem ser leiloados pela Anatel ainda este ano.

Segundo o executivo, a companhia não participou do leilão do ano passado, que negociou lotes da frequência de 700 Mhz porque já trabalhava com a frequência de 1,8 Ghz no Rio de Janeiro. No longo prazo, também planeja utilizar a frequência de 800 Mhz para internet de quarta geração, ainda usada no rádio, se houver migração de clientes para outras tecnologias.


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