Smartphone de R$ 499 é primeira arma da Xiaomi no País

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A fabricante chinesa de eletrônicos Xiaomi finalmente estreou no Brasil. A companhia, que hoje é a número dois da China, perdendo apenas para a Apple, revelou o cardápio de produtos para o início das vendas em território nacional.

O modelo Redmi 2, smartphone da gama média, poderá ser comprado a partir de 7 de Julho no portal da companhia, o mi.com, por módicos R$ 499. Além da novidade, o vice presidente global da empresa, o brasileiro Hugo Barra, afirmou também que o Mi Power Bank de 10,4 mil MAh e a Mi Band, respectivamente o banco de bateria e a pulseira de exercícios manufaturados pela companhia, serão vendidos por R$99 e R$95, respectivamente.

As quantias precificadas para os dois produtos também são consideradas bastante baixas, assim como o valor definido para o Redmi 2. Barra explicou que a empresa conseguiu se valer de benefícios, no caso do smartphone, como a lei do Bem.

Em compensação, o sistema operacional do dispositivo, o MiUI 6, baseado no sistema Android, do Google, deve sair de fábrica cumprindo corretamente a cota de aplicativos feitos por desenvolvedores brasileiros, em troca no abatimento da carga de impostos.

“A gente conseguiu uma margem confortável para trazer um aparelho de ótima qualidade, à um preço que os concorrentes terão dificuldades para superar”, disse ele.

O executivo indicou também que a companhia deve ter um modelo de vendas inédito no Brasil, por meio de um e-commerce próprio e exclusivo da empresa. “Nossos ‘Mi fãs’ poderão comprar nossos produtos apenas pelo mi.com, pelo menos em um primeiro momento. Esse é o modelo que a gente quer implementar como padrão aqui no País, mas não estão descartadas parcerias com operadoras e varejistas locais”.

A referência do vice presidente global da Xiaomi, é sobre o modelo de venda direta pela internet, que a Xiaomi mantém em todas as suas operações na Ásia, com exceção de Cingapura. Em sua primeira investida fora de seu continente natal, a intenção é confrontar o mercado com o modelo, nada tradicional por aqui, causando um efeito no consumidor brasileiro.

“A gente tem essa característica, gostamos de ‘disruptar”, brincou Hugo Barra, ao destacar o espírito vanguardista, assumido pela marca. Identificada por aqui apenas pelo diminutivo, “Mi”, a companhia sinalizou não estar livre de aspectos cambiais, que pode atrapalhar seus planos de preços altamente competitivos e que incomodam os concorrentes, assim como já faz na China, na Índia e em outras operações na Ásia.

“Nossa cultura, até por se tratar de uma companhia nova, com história jovem, é marcada pela transparência. É isso que engaja nosso público e se precisarmos reajustar qualquer valor oferecido na operação brasileira, a gente vai ser franco ao dizer aos consumidores: o produto teve um valor revisto de tanto, para tanto, por conta do câmbio. Nossos Mi fãs saberão o motivo do sobrepreço”, finalizou Hugo Barra.


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