Adaptação da Microsoft é a causa de quase 8 mil demissões

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Apesar das notícias veiculadas em primeira mão pelo The New York Times, as cerca de 7,8 mil vagas que serão encerradas pela companhia em todo o mundo demonstram uma adequação às sinergias conquistadas com a aquisição da divisão móvel da Nokia.

Isso significa mais do que um tempo ruim, pousado provisoriamente sobre a empresa fundada por Bill Gates. A Microsoft ainda atravessa um processo de adequação dos negócios móveis, o que incluiu uma reestruturarão do portfólio de celulares herdado da antiga fabricante finlandesa.

Além disso, a adequação também é externa, já que o alvo da indústria de eletrônicos está agora focado nos consumidores emergentes e na venda massiva de aparelhos lotados de especificações médias e de boa qualidade.

É justamente no público intermediário que gigantes como Motorola, Asus, LG e a chinesa Xiaomi depositam suas fichas. A nova onda do mercado, de inclusão, deve incentivar o consumo cada vez maior de aparelhos melhores e ao mesmo tempo mais baratos. Isso afasta, definitivamente, a antiga estratégia de players como a Apple, que definem uma aura de exclusividade aos próprios produtos.

Os quase 8 mil colaboradores que deixarão seus empregos representam um número bastante grande, quase 10% de toda a força de trabalho da Microsoft, considerando o total de 127 mil funcionários mantidos em todo o mundo. O movimento demissionário, no entanto, pode revelar uma nova etapa no reposicionamento da empresa, principalmente em mercados como o brasileiro.

Isso porque, a empresa reprojetou em aproximadamente seis meses todos os pontos de venda próprios que mantém por aqui. Até o final de 2014, essas lojas e quiosques ostentavam a marca Nokia e além de aportar smartphones e acessórios, a norte-americana também inicia, sob sua tutela, a venda de outros produtos de seu portfólio, como produtos ligados ao console Xbox e também créditos de serviços como o Skype, Windows e os pacotes Office, nos mais de 50 pontos de venda de todas as regiões do território nacional.

O movimento de readequação de toda a sua estrutura global além do lançamento do novo sistema Windows 10 e a absorção da nova divisão, batizada de Microsoft Devices, resultou não só nas novas milhares de demissões de agora, mas também no corte de quase 18 mil funcionários, apenas este ano.

Ainda assim, o movimento pode ser mais um sinal de que finalmente a Microsoft esteja se valendo da verve de nova companhia focada nos softwares como serviço, computação em nuvem e tecnologias móveis, do que uma organização com resultados ruins e falência de estrutura, o que definitivamente não é o caso.


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