Brasil terá cabo de comunicação direta com Portugal até 2017

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O governo brasileiro assinou um contrato com a espanhola IslaLink para a construção e operação de um cabo submarino de comunicações, que ligará América do Sul e Europa.

O cabo fará a ligação Fortaleza-Lisboa, e a expectativa do governo e da IslaLink é iniciar a construção do cabo em 2016 e colocá-lo em operação no segundo semestre de 2017. Serão 5.875 km de extensão.

De acordo com o presidente da Telebras, Jorge Bittar, o cabo melhorará a comunicação entre os dois continentes, com menos risco de vazamento de dados para espiões. Hoje, o tráfego de informações da América do Sul para a Europa passa antes pelos Estados Unidos.

Ele disse à Agência Brasil que o cabo vai criar facilidade para o tráfego geral dos cidadãos. “Em vez de percorrer os Estados Unidos até a Europa, você irá direto, com a vantagem de equipamentos mais seguros do que são hoje”, salientou.

Serão beneficiados pelo link direto serviços de comunicações via teleconferência e comunicações semelhantes, que demandem agilidade entre emissão e recepção de dados.

“Algo já perfeitamente possível é o serviço de telemedicina, se, por exemplo, alguém acompanha [da Europa] uma cirurgia na América do Sul. Então, é preciso que as comunicações se deem com muita precisão, baixa latência e grande agilidade”, ressaltou.

O presidente da IslaLink, Alfonso Gajate, destacou que “a Europa, por estar no meio da África, Ásia e América, é o ponto mais importante para trocar informação. E as redes europeias garantem a confidencialidade de informação”. Outro ponto levantado pelo executivo é segurança maior que uma conexão direta oferece, minimizando o risco de espionagem.

Uma nova empresa, com participação acionária de 35% da Telebrás, 45% da IslaLink e 20% de uma empresa privada brasileira, será criada para acompanhar o projeto.

O próximo passo será captar essa terceira empresa para dar sequência ao projeto. O custo total, de acordo com a empresa espanhola, foi estimado em US$ 185 milhões (R$ 575,3 milhões). A União Europeia anunciou investimento de 25 milhões de euros (R$ 87,7 milhões) no projeto.


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