China minimiza acusações de Hillary Clinton sobre roubo de informações

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A China minimizou nesta semana a acusação feita pela pré-candidata presidencial norte-americana, de que Pequim tentou “hackear tudo que não se move nos Estados Unidos”.

Em um evento de campanha realizado no Estado de New Hampshire, Hillary declarou que os EUA precisam estar “totalmente vigilantes” com os militares chineses. Ela acrescentou que Pequim roubou segredos comerciais de empresas do setor de defesa e “uma enorme quantidade de informação governamental”.

Em outras ocasiões, Pequim expressou revolta com alegações do governo dos EUA de que o país asiático realiza invasões cibernéticas para obter informações comerciais, rebatendo que o próprio país é vítima de ataques virtuais dessa natureza.

Indagada sobre os comentários de Hillary, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Hua Chunying disse que os dois lados adotaram um “espírito construtivo” na abordagem do tema.

“A China e os EUA adotaram um espírito e uma abordagem construtivas para fortalecer o diálogo e a cooperação e enfrentar conjuntamente os vários desafios alinhados aos interesses dos dois lados de uma maneira que dê ensejo à paz e à prosperidade na região e no mundo”, aifmrou Hua à imprensa de Pequim.

No caso mais recente envolvendo suspeitas de hackeamento chinês, autoridades do governo do presidente norte-americano, Barack Obama, afirmaram que a China é a principal suspeita de uma invasão virtual de grande escala a uma agência governamental dos EUA que comprometeu os dados pessoais de pelo menos 4,2 milhões de funcionários antigos e atuais do governo. Pequim negou ter invadido os computadores do Escritório de Administração de Pessoal dos EUA.


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