Xiaomi fortalecerá patentes antes de entrar no mercado dos EUA

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A fabricante chinesa de smartphones número dois da China demonstra um movimento de fortalecimento de suas patentes, antes de entrar no mercado norte-americano, segundo informações apuradas na última semana pelas agências de notícias Bloomberg e Reuters.

A companhia já se deparou com obstáculos de propriedade intelectual em operações com na Índia, onde uma queixa de infração de patente pela Ericsson interrompeu rapidamente o comércio de seus aparelhos no final de 2014.

Executivos da fabricante, no entanto, já reconheceram que o pequeno portfólio da ex-startup de apenas cinco anos é uma grande fraqueza, e a companhia parece, por isso, evitar uma entrada agressiva em mercados com forte aplicação de leis sobre propriedade intelectual.

Ex-executivo do Google, o vice presidente global da companhia, o brasileiro Hugo Barra sinalizou que os telefones da Xiaomi não devem levar muito mais que um ano, ou seja, meados de 2016, para chegar aos EUA.

Barra afirmou que a fabricante dos smartphones Mi Note e Mi Note Pro deve continuar a desenvolver o portfólio de 2 mil patentes, considerado restrito, perto do menu de propriedade intelectual detido pelas principais companhias internacionais do mesmo setor como Samsung, LG e Motorola, por exemplo, e que a Xiaomi então vai “conversar meticulosamente com todos” para acertar acordos de licenciamento.

A Motorola inclusive demonstrou um exemplo de força nesse sentido, quando foi comprada pelo Google, em meados de 2011 por cerca de US$ 11,5 bilhões e revendida em janeiro do ano passado à chinesa Lenovo por aproximadamente US$ 2,91 bilhões.

Questionado na época, sobre o “prejuízo” de quase US$ 9 bilhões entre o valor de aquisição e o preço pelo qual repassou a companhia para os chineses, o Google justificou que a diferença era representada por propriedades intelectuais detidas ou criadas pela fabricante do Moto G, que inclusive estariam sub avaliadas, valendo na verdade mais bilhões de dólares do que o pago pela gigante de internet e que agora passariam ao controle definitivo do Google.


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