Cnova tem prejuízo global no segundo trimestre mas vendas crescem no Brasil

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A empresa de comércio eletrônico que reúne ativos do conglomerado francês Casino e do brasileiro Grupo Pão de Açúcar (GPA), encerrou o segundo trimestre com prejuízo de € 40,2 milhões, ante outro resultado negativo de € 21,3 milhões, esse angariado no mesmo período de 2014.

Apesar do resultado a Cnova reforçou que suas atividades se mantêm sólidas e que no segundo semestre a comercialização de mercadorias, as vendas feitas por terceiros em suas plataformas no esquema de market place e outras receitas, “crescerão em ritmo equivalente ao registrado no primeiro semestre”.

Na primeira metade do ano, apenas a plataforma de market place da plataforma somou faturamento avaliado em € 2,4 bilhões. A empresa não informou os dados para um comparativo anual. No segundo trimestre, a mesma divisão gerou um quantia de € 1,15 bilhão, este período sim, com alta ano a ano de 19,2%, já considerando os efeitos cambiais.

Segundo apuração da agência de notícias Reuters, a companhia estimou um aumento de 17,5% nas vendas líquidas do segundo semestre. Apenas no Brasil a empresa publicou crescimento de 20,5% por cento nas vendas líquidas entre os meses de abril, maio e junho, acima da alta de 13,7% registrada na operação da França, por exemplo, já avaliando as diferenças cambiais entre Euros e Reais.

A Cnova integra operações de comércio eletrônico do Casino em vários países e no Brasil, controla os portais Extra.com.br, Pontofrio.com e Casasbahia.com.br, que formam a plataforma de comércio eletrônico do GPA.

O resultado líquido veio com uma expansão de 34% nas despesas gerais e administrativas, que somaram € 131 milhões no trimestre encerrado em 30 de junho último. Parte do crescimento nas despesas ocorreu por conta da ampliação da capacidade de armazenagem em centros de distribuição no Brasil e na França.

A Cnova sinalizou também que obteve uma redução na despesa financeira líquida, que passou de € 17,3 milhões, para € 14,8 milhões no período. A queda foi apoiada em uma diminuição no número médio de parcelas nas compras a prazo da Cnova Brasil, que caíram de 8,7% para 7,5% prestações.


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