Companhias aéreas ainda estão expostas a risco de interrupções por falhas

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O erro registrado em um roteador que prendeu em solo centenas de voos da United Airlines na última semana, foi apenas a prévia do que pode dar errado para as empresas deste setor, no caso de novas falhas em computadores e servidores.

O maior problema, é que as vendas e o processamento de tickets, bagagens e outras operações na aviação caminham para um percentual maior de automatização, ano a ano, segundo segundo especialistas consultados nos Estados Unidos pela agência Reuters.

Ao passo que as companhias aéreas passam a usar uma maior quantidade de etiquetas eletrônicas de bagagens, as famosas tags via rádio e mais passageiros trocam as passagens de papel por tickets de embarque virtuais em seus smartphones, os consultores da indústria sinalizam que o impacto de falhas tecnológicas poderá crescer igualmente.

Isso significa que uma grande quantidade de dinheiro poderá ser perdida, se os investimentos para a segurança não apenas contra ataques virtuais, mas também de falhas de programação ou de codificação, planos de viagem dos passageiros serão frustrados sempre que uma falha ocorrer.

“As companhias aéreas são computadores que voam”, afirmou o analista do setor, Henry Harteveldt. “A dependência maior de tecnologia tem permitido que elas se tornem negócios mais eficientes e bem-sucedidos, e isso também cria uma exposição”, complementou.

A questão é mais latente nos Estados Unidos e também na China – as duas maiores economias do mundo – uma vez que o tráfego aéreo nessas regiões é muito superior à de outros países. Para uma comparação simples, a cidade turística de Las Vegas, no estado de Nevada (EUA), recebeu sozinha quase sete vezes o número de turistas que visitaram o Brasil na mesma época.

Foram cerca de 41 milhões de visitantes na capital norte-americana dos cassinos, ante 6 milhões de viajantes no país tropical e quase 3,5 milhões de pessoas que visitaram o Rio de Janeiro no último ano, a cidade mais frequentada pelo turismo nacional.

A falha em sistemas aéreos, como a que acometeu a plataforma digital da United, impediu o acesso da companhia aos próprios registros de reserva, bloqueou o check-in, o embarque e culminou em atrasos em cadeia, que atingiram dezenas de milhares de passageiros em território norte-americano.

Embora falhas do tipo pudessem ter acontecido há mais de uma década, a automação recente e cortes de funcionários ampliaram o impacto do apagão. A United precisou interromper as operações por algumas horas, porque havia menos equipes nos aeroportos para ajudar os clientes, enquanto os milhares de totens eletrônicos automatizados que todos os dias desafogam os registros dos tradicionais balcões, simplesmente não funcionavam.


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