Confusão e violência marcaram votação que proíbe Uber em São Paulo

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O tumultuado trânsito da capital paulista ficou ainda pior na tarde de ontem, quando centenas de taxistas se mobilizaram para pressionar os vereadores para votarem contra a legalidade do aplicativo Uber.

Cerca de 300 veículos se posicionaram sobre um viaduto de grande circulação da cidade e o congestionamento teve reflexo por vários quilômetros, desencadeando congestionamentos em vários pontos de grande circulação.

Bastante vocais, os taxistas protestavam contra o Uber, tentando se fazer ouvir pelos vereadoes, que se preparavam para votar o projeto de lei 349/2014, que proíbe o transporte remunerado de pessoas por meio de carros particulares cadastrados em aplicativos.

Quem defendeu o Uber foi saudado por ovos, xingamentos e ameaças de espancamento, o que obrigou a polícia militar a intervir em alguns incidentes isolados, sem prisões reportadas.

No final do dia, por 49 votos contra 1, os vereadores de São Paulo aprovaram a proibição. Apenas um vereador, José Police Neto (PSD), votou contra, e foi firmemente vaiado pelos taxistas que acompanharam a sessão na câmara.

O texto passará por uma segunda votação na Câmara Municipal de São Paulo e então seguirá para o prefeito Fernando Haddad. Se sancionada, a lei tornará ilegal em São Paulo o Uber e outros serviços similares, sob pena de multa de R$ 1,7 mil e apreensão do veículo.

Antes da votação, o Uber pediu apoio dos usuários contra a proibição. Mais de 200 mil pessoas expressaram apoio à plataforma.


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