Epson traz ao Brasil ferramenta de realidade aumentada

AppsEscritórioInovaçãoMobilidade

Com foco em aplicações comerciais e industriais, o Moverio BT-200 é a única oferta no mercado brasileiro capaz de projetar uma tela interativa de até 80 polegadas à frente do usuário. A expectativa da mutinacional japonesa é atrair desenvolvedores para atender inúmeros ramos de atuação.

Apesar de ter um conceito inicialmente parecido com o do Google Glass, o Moverio difere do aparelho do Google em vários sentidos. Primeiro, ele oferece visão estereoscópica. A tela projetada é muito maior, ocupando o centro do campo de visão.

Outra diferença fundamental é onde a bateria e a tecnologia é embarcada. Em vez de ficar nas hastes, pesando no rosto, tudo foi transferido para uma unidade auxiliar, do tamanho de um smartphone pequeno, que reúne todas as entradas, a CPU, a bateria e uma superfície sensível ao toque, de controle. Com ela no bolso, o Moverio tem praticamente o mesmo peso de um óculos, aumentando bastante o conforto de uso.

O óculos de realidade aumentada da Epson roda Android, possui Wi-Fi 802.11b/g/n e Bluetooth 3.0, som Dolby Digital Plus, GPS, acelerômetro, giroscópio, microfone e uma câmera embutida na moldura das lentes, que reconhece o ambiente e serve para aplicações de realidade aumentada.

A CPU é uma TI OMAP 4460 dual-core de 1,2 GHz, com 1 GB de RAM e 8 GB de armazenamento interno. A bateria aguenta 6 horas de uso. A configuração é modesta, mas suficiente para o tipo de aplicações propostas pela Epson.

Na demonstração feita pela companhia, uma tecnologia de acessibilidade para cinemas, desenvolvida pela brasileira Iguale Comunicação de Acessibilidade, rodando integralmente no hardware do Moverio, foi capaz de sincronizar em tempo real com um filme exibido e mostrar legendas comentadas (para deficientes auditivos) com opção de reposicionamento e redimensionamento. O resultado é impressionante.

Outro modo de funcionamento do app de acessibilidade exibiu uma pequena janela com um narrador descrevendo em linguagem de sinais o que acontecia. A telinha também era reposicionável e redimensionável, e parecia flutuar no ar, semi-transparente.

Essa aplicação foi escolhida porque em breve os cinemas terão que oferecer, por lei, uma opção de acessabilidade para os espectadores, e o Moverio cai como uma luva nesse sentido.

Falamos com Jeferson Pinto, gerente de produto da área de projetores da Epson Brasil, que explicou que nesse momento o objetivo da empresa é mostrar o potencial do produto para que desenvolvedores criem aplicações para o Moverio. Segundo ele, já existem projetos avançados em andamento, como o de uma rede de ensino que comprou 600 unidade do óculos e está desenvolvendo uma aplicação educacional para rodar com o produto.

Como roda Android, com relativamente pouca modificação, o Moverio pode ser uma excelente ferramenta comercial para empresas criarem conteúdo de realidade aumentada sem grande investimento. E no terreno do hardware, a Epson está sozinha, pois até a chegada do HoloLens, da Microsoft, não existem óculos estereoscópicos de realidade aumentada no mercado.


Clique para ler a bio do autor  Clique para fechar a bio do autor