Fusão entre AT&T e DirecTV pode ser aprovada na próxima semana

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A proposta da gigante de telefonia móvel AT&T para a compra de outra gigante, a DirecTV, esta de TV por assinatura, deve obter aval regulatório nos Estados Unidos na próxima semana.

As informações sobre o negócio, avaliado em aproximadamente US$ 48,5 bilhões, foram apuradas pela agência Reuters nos EUA. Segundo o veículo, fontes próximas ao negócio garantiram que a combinação da segunda maior operadora de internet sem fio, com a maior provedora de TV via satélite dos Estados Unidos, será aprovada.

O Departamento de Justiça do páis, responsável por avaliar se os negócios violam leis antitruste, completou a revisão da fusão e espera a Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) dar o próprio parecer, ainda de acordo com pessoas ligadas à fusão.

A FCC, que analisa o mérito do negócio para declarar se eles são de interesse público, está pronta para aprovar o acordo na próxima semana. A autorização, no entanto, será permeada de condições impostas pelo órgão.

As fontes falaram sob condição de anonimato, porque não estavam autorizadas a falar com a imprensa sobre o assunto. AT&T, DirecTV e FCC recusaram-se a comentar publicamente as informações do processo. Representantes do Departamento de Justiça não responderam aos pedidos de declaração solicitados pela imprensa norte-americana.

A FCC e AT&T estão em negociações sobre as potenciais condições da fusão há semanas. A pesar das imposições, nenhum pedido da comissão foi considerado controverso o suficiente para cancelar o negócio.

Apesar do atual otimismo, o quadro executivo da AT&T cancelou uma visita que faria ao Brasil e também uma reunião com a presidente Dilma Rousseff, porque havia o receio de barreiras maiores do que o previsto, para que a FCC liberasse a fusão sem grandes restrições.

As condições devem incluir garantias de que as famílias de baixa e média renda no país tenham acesso a internet de alta velocidade em todos os 50 estados daquele país, incluindo oferta de assinaturas de banda larga como um serviço único sem um pacote de TV.


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